O empresário italiano Umberto Sartori Vidock, proprietário da residencial Kaya-Kwanga, em Maputo, Moçambique, morreu nas últimas horas depois de ter sido detido pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), no âmbito de uma operação ligada ao combate ao crime organizado e ao narcotráfico.
Segundo informações preliminares, e não confirmadas ainda pelas autoridades, o empresário apareceu morto na cela da BO onde se encontrava detido. Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram detalhes oficiais sobre as circunstâncias da morte, nem esclareceram se haverá abertura de um inquérito independente para apurar o sucedido.
Refira-se que Umberto Sartori havia sido detido na sequência de diligências conduzidas pelo SERNIC contra alegadas redes de tráfico internacional de drogas e outros crimes conexos.
Humberto Sartori era uma figura central em processos relacionados com alegada fraude fiscal e falsificação de documentos. A sua morte ocorre num momento de forte atenção mediática em torno do caso, estando agora em curso diligências para apurar as circunstâncias exactas da ocorrência.
“O Governo, através do SERNAP, apresentou condolências à família, enquanto as equipas do SERNIC concluem as perícias técnicas na cela onde o empresário se encontrava isolado”, refere o comunicado.
O Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) avançou há semanas que Umberto Sartori vinha apresentando uma greve de fome desde o dia 21 de abril, data em que deu entrada no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava (BO).
A residir em Moçambique há mais de 30 anos, Sartori era proprietário do complexo Kaya Kwanga, na Avenida Marginal, em Maputo, e uma figura conhecida nos meios empresariais e de segurança.
As autoridades policiais ainda não se pronunciaram sobre as circunstâncias da morte do empresário italiano.

Italiano foi preso em Moçambique dia 17 de abril
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve, esta sexta-feira, na cidade de Maputo, o cidadão italiano Umberto Sartori Vidock, proprietário da residencial Kaya-Kwanga, e mais três indivíduos, suspeitos de envolvimento em crimes de narcotráfico, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.
Além de Sartori, foram igualmente detidos Manzar Saed Abbas; Tharmomed Valay Mahomed, conhecido por Shabir; e o seu filho, Anas Tharmomed.
O porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, que falava à imprensa no local, explicou que a operação de busca e captura decorreu na manhã desta sexta-feira, no âmbito de uma acção conjunta com a Polícia da República de Moçambique.
As detenções ocorreram nas residências e escritórios dos suspeitos, onde foram também apreendidos diversos bens que poderão servir como prova no processo.
“Gostaríamos de vincar que, sobre estes indivíduos, recaem fortes indícios, tendo sido apreendidos vários bens que visam consolidar a prova indiciária”, afirmou Lole.
Segundo a fonte, a operação resulta de um trabalho prévio de inteligência criminal, existindo indícios de que os detidos integrem uma rede de crime organizado.
Durante as buscas, as autoridades apreenderam uma pistola, uma arma do tipo AKM, uma arma de caça, munições, computadores, telemóveis e diversos documentos, que serão submetidos à perícia forense.
Lole assegurou que operações do género vão continuar em todo o território nacional, com o envolvimento das Forças de Defesa e Segurança e outras instituições do sistema de administração da justiça.
“Queremos deixar uma advertência clara de que seremos intransigentes com todos aqueles que persistirem na actividade criminosa, sendo devidamente detidos e responsabilizados criminalmente”, sublinhou.
A operação ocorre numa altura em que o Procurador-Geral da República, Américo Letela, se prepara para apresentar, na próxima semana, na Assembleia da República, a Informação Anual sobre a Legalidade no país.

