Registros inéditos mostram estrutura subterrânea sofisticada usada pelo líder supremo iraniano morto no primeiro dia do conflito; Porta-voz das FDI afirma que 60% dos lançadores de mísseis e 80% dos sistemas de defesa aérea do Irã foram neutralizados
As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram na sexta-feira, 6 de março, imagens gráficas inéditas do interior do bunker subterrâneo construído sob o complexo de liderança do regime iraniano, no coração de Teerã. A estrutura secreta serviu de abrigo ao aiatolá Ali Khamenei e foi destruída na manhã de hoje em uma ação precisa da Força Aérea Israelense.
Os registros revelam uma instalação sofisticada, projetada para proteger o alto escalão do regime em caso de ataque: corredores blindados, salas de comando, sistemas de ventilação e infraestrutura de comunicação intactos até o momento do impacto.
“Os ditadores teocráticos do Irã construíram esse verdadeiro palácio subterrâneo enquanto seu povo não tinha acesso a necessidades básicas. Era a fortaleza de um regime que investiu em se proteger, não em proteger os iranianos. Hoje, essas imagens mostram a realidade de luxo das autoridades do regime terrorista poderão por Khamenei, resultado do desvio de recursos realizado ao longo de mais de quatro décadas de opressão à população civil do país”, declara o Major Rafael Rozenszajn, porta-voz das FDI para países de língua portuguesa.
60% dos lançadores de mísseis iranianos neutralizados
Além das imagens do bunker, as FDI divulgaram um balanço operacional expressivo: desde o início da Operação Rugido do Leão, o exército israelense e as forças americanas neutralizaram 60% dos lançadores de mísseis do regime iraniano e grandes quantidades dos seus estoques de armamentos pesados. Cerca de 80% dos sistemas de defesa aérea do Irã foram destruídos, o que garante, segundo o porta-voz, superioridade aérea plena sobre o espaço iraniano.
“As ações combinadas com os americanos produziram uma queda drástica na capacidade de ataque do regime”, diz.
Rozenszajn destaca ainda a dimensão regional da ameaça iraniana: desde o início da operação, há 7 dias, o Irã disparou mísseis contra 12 países diferentes da região, evidência de que Teerã não representa uma ameaça apenas a Israel, mas à estabilidade global. “O Irã lançou mísseis contra diferentes nações desde o início da operação. Isso não é uma guerra contra Israel, é uma ameaça à ordem mundial. E é exatamente por isso que estamos agindo, ao lado dos nossos aliados, para desmantelar essa rede”, enfatiza o major.
Ações militares no Líbano
O porta-voz também se pronunciou sobre a frente norte. As FDI advertiram publicamente o grupo terrorista libanês Hezbollah para que não ingressasse no conflito em solidariedade ao regime iraniano. O grupo ignorou o aviso e, nos últimos dias, ampliou seus ataques — disparando dezenas de foguetes e drones contra comunidades israelenses. Onze soldados das FDI foram feridos nas operações de contenção na fronteira norte.
“Avisamos o Hezbollah para não entrar nessa guerra. Deixamos claro que não deveria colocar o povo libanês em risco em nome de um regime a centenas de quilômetros de distância. Os terroristas escolheram ignorar esse aviso. Se nossos soldados não estivessem posicionados na fronteira, uma onda de ataques teria sido dirigido aos civis residentes no norte israelense”, afirma Rozenszajn.
Ele lembra ainda que, no dia seguinte ao massacre de 7 de outubro de 2023, o Hezbollah iniciou ataques intensos a partir do sul do Líbano, forçando a evacuação de uma região inteira de Israel. As FDI afirmam que isso não se repetirá. “O Hezbollah continua sendo uma força perigosa no sul do Líbano. Suas ações confirmam, mais uma vez, o que já dissemos repetidamente: eles priorizam o regime iraniano em vez do povo libanês. O Irã construiu uma rede regional de terror que se estende até o Líbano. Juntos com nossos aliados, estamos desmantelando essa rede”, enfatiza o Major Rafael Rozenszajn.

