O governo da Dinamarca anunciou na quinta-feira, 18, uma nova meta climática de redução de 82% das emissões até 2035 — atualmente a mais ambiciosa do mundo, superando a meta do Reino Unido de 81%, apresentada no início deste ano.
A decisão se apoia na Lei do Clima da Dinamarca, adotada em 2020 e considerada a primeira estrutura juridicamente vinculante desse tipo no mundo. A lei exige que o governo apresente planos anuais de ação climática e revise suas metas a cada cinco anos, em conformidade com novos conhecimentos científicos, dados de emissões e compromissos internacionais, garantindo que o sistema permaneça atualizado e operacional ao longo do tempo.
Com o anúncio dessa quinta-feira e a meta revisada, o governo dinamarquês reafirma o compromisso de longo prazo rumo à neutralidade climática até 2045 e a uma redução líquida de 110% das emissões até 2050.
Abaixo, seguem algumas declarações sobre o anúncio, para uso livre:

Lars Aagaard (Moderados), ministro dinamarquês do Clima, Energia e Serviços Públicos, disse:
“Estamos estabelecendo uma nova e ambiciosa meta climática e priorizando o financiamento necessário. Ao fazer isso, assumimos responsabilidade tanto pela meta quanto pela forma de alcançá-la. A vida cotidiana não deve se tornar desnecessariamente cara para os dinamarqueses e para as empresas dinamarquesas”,
“Em um momento imprevisível, no qual também precisamos manter atenção, entre outras coisas, à adaptação climática, ao bem-estar social e à defesa, devemos agir com responsabilidade. Por isso, o governo está priorizando simultaneamente um financiamento de 4 bilhões de coroas dinamarquesas (DKK) por ano durante 15 anos — 60 bilhões de DKK no total — a partir de 2034 para alcançar a meta. Esta é uma ação verde que funciona.”
Christian Ibsen, CEO do think tank Concito, disse:
“Com essa nova meta, a Dinamarca mostra mais uma vez como marcos climáticos juridicamente vinculantes podem impulsionar a ambição ao longo do tempo. A meta para 2035 envia um sinal internacional claro de que é possível avançar ainda mais em ambições climáticas concretas, mesmo em meio a muitas outras prioridades políticas urgentes. Além disso, o acordo deixa espaço para negociações futuras que possam elevar ainda mais a ambição.”
Ulrich Bang, vice-presidente da Câmara de Comércio da Dinamarca, disse:
“A nova meta de redução de 82% até 2035 atinge o equilíbrio certo entre a entrega de uma ação climática substancial e a proteção da competitividade e da criação de valor na indústria e nos negócios. Esse equilíbrio é essencial. Ao estabelecer uma meta clara para 2035, a Dinamarca mais uma vez se posiciona na vanguarda internacional ao assumir responsabilidade pela transição verde e promover uma sociedade mais favorável ao clima. Este também é o caminho que a Europa deve seguir para fortalecer a independência energética e construir uma sociedade mais resiliente.”

