O adolescente suspeito de ter matado um motorista por aplicativo dentro de um hotel de João Pessoa, crime ocorrido neste último final de semana, possui envolvimento com vários crimes no Rio Grande do Norte.

Washington foi morto por enforcamento
Segundo as investigações, o rapaz, que tem 17 anos, possui um histórico longo de passagens pela polícia. Em coletiva de imprensa realizada na capital paraibana logo após o adolescente se entregar, os investigadores informaram que pelo menos 17 boletins de ocorrência foram registrados contra ele. O suspeito se apresentou em uma delegacia de polícia de Caicó, na região Seridó potiguar.

Vítima marcou encontro por aplicativo
Suspeito era infrator
Segundo a policia, o adolescente também já havia sido internado em uma unidade socioeducativa destinada a menores infratores em razão de atos anteriores.
Entre os registros estão ocorrências envolvendo atos infracionais análogos a furto qualificado, extorsão, perseguição (stalking), ameaça, violência doméstica e lesão corporal no contexto de violência doméstica, além de outros delitos.
Adolescente conheceu vítima em site de relacionamento e marcou encontro em hotel, diz polícia
O crime ocorreu na madrugada da sexta-feira, 24 de julho, em um hotel no bairro Manaíra, em João Pessoa. As investigações apontam que o adolescente teria utilizado um nome falso para realizar o check-in no hotel e deixou o estabelecimento sem registrar oficialmente a saída. O caso é conduzido pela Delegacia da Infância e da Juventude de João Pessoa.
O motorista de aplicativos Washington Rodrigo de Souza Silva, de 32 anos, foi encontrado morto sobre a cama do quarto do hotel com as mãos amarradas, um fio enrolado no pescoço e um pano na boca.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o adolescente relatou aos investigadores que se sentiu intimidado durante o encontro ao suspeitar que Washington Rodrigo teria registrado parte do momento íntimo entre os dois. Por este motivo, o rapaz teria matado o motorista.
“Alegou que se sentiu intimidado e ameaçado pela vítima que supostamente teria fotografado alguma parte do momento íntimo dos dois, ao passo que fez ele se algemar, simulando um fetiche, e, mediante o uso de uma airsoft, o constrangeu para entregar seu celular para que ele verificasse se havia mensagem ou fotografias em detrimento de sua pessoa, já que ele se acha um teólogo e por isso não poderia ter a imagem corrompida”, disse o delegado.
O que diz a família do motorista
A família de Washington Rodrigo pede respeito ao momento de luto. Parentes lamentaram a disseminação de informações que, segundo eles, colocam em dúvida a atividade profissional exercida pelo jovem.

