A professora de Direito Penal e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, morta aos 41 anos após ser atacada com uma faca por um aluno dentro de faculdade particular em Porto Velho, Rondonia, foi cremada em Salvador, no último domingo, 8 de fevereiro.

Juliana passou a infância e a adolescência em Salvador, após deixar o Rio de Janeiro ainda pequena com a família. Estudou no Colégio Antônio Vieira e se formou na Universidade Católica do Salvador (Ucsal).
O colégio publicou, nas redes sociais, uma nota sobre a morte da professora. “Hoje nos unimos em luto pela perda de Juliana Santiago, nossa ex-aluna, que fez parte da nossa comunidade durante a infância e a adolescência. Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de cuidarmos da vida, das relações e do outro”, afirma o texto.
Ela manteve inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) até 2016 e participou de processos seletivos e concursos públicos no estado. Em 2007, ficou em terceiro lugar em uma seleção para estágio na Defensoria Pública da Bahia e foi aprovada em prova prática para atuar como consultora jurídica na Câmara Municipal de Salvador.

Como o crime aconteceu?
Segundo testemunhas, o ataque ocorreu após o fim da aula. O aluno do 5º período de Direito, João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, aguardou o momento em que a professora ficou sozinha na sala e iniciou uma discussão. Em seguida, ele atacou Juliana com uma faca.
A professora foi atingida na região do tórax e também sofreu um ferimento no braço.
O que aconteceu após o ataque?
Juliana foi socorrida por alunos da instituição e levada ao Hospital João Paulo II. No entanto, ela morreu antes de receber atendimento médico.
O suspeito foi preso?
Após o crime, o aluno João Junior, tentou fugir, mas foi contido por outro estudante, que é policial militar. Imagens feitas por pessoas que estavam no local mostram o momento em que o suspeito é rendido logo após o ataque.
Qual o motivo?
Em relato à polícia, João alegou que manteve um relacionamento amoroso com a vítima e ficou “emocionalmente abalado” ao perceber o afastamento dela e ao descobrir que ela havia retomado contato com o ex-companheiro.

