O professor Davi Said Aidar foi assassinado na ultima sexta-feira, 6 de fevereiro, dentro do seu bar, em Manaus (AM). Ele tinha 62 anos e era docente no curso de ciências agrárias da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) desde 2002. Ele era natural de Ribeirão Preto (SP), filho do médico David Aidar, que tem um longo histórico acadêmico e na política pelo PT.
De acordo com as informações disponíveis no Currículo Lattes, Davi era graduado em zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá (FUEM), mestre em entomologia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), doutor na mesma área pela Universidade de São Paulo (USP) e realizou pós-doutorado em genética molecular, também pela USP.
As pesquisas eram voltadas principalmente à genética de abelhas, com forte atuação em projetos de meliponicultora, apicultura, multiplicação e preservação dos insetos silvestres. Os trabalhos eram desenvolvidos em comunidades rurais do Amazonas.
Como pesquisador, escreveu o livro “A Mandaçaia”, nome de uma abelha brasileira sem ferrão, conhecida pelo papel relevante na polinização e na produção de mel. A obra destaca a importância da meliponicultora e a preservação das abelhas nativas.
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O especialista em apicultura e meliponicultura Pedro Sacchi considera “A Mandaçaia” uma leitura de cabeceira. Pedro ainda entende que o trabalho do professor é de grande valia para quem busca entender melhor o papel essencial das abelhas na polinização e na sustentabilidade ambiental.
De acordo com o amigo José Alfredo de Carvalho, Davi era uma pessoa humanista e dócil. Ele conta que o amigo vivia na região rural e que a notícia da violência veio como um choque para a família e para os amigos.
O caso
Além de acadêmico, o professor era proprietário de um bar localizado na AM-010. Davi estava no local, quando foi morto a tiros por dois homens encapuzados na última sexta-feira, 6.
A esposa dele contou à polícia que os homens entraram, atiraram diversas vezes e fugiram. Até o momento, ninguém foi identificado.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). As investigações seguem em andamento.
Ainda conforme a polícia, o professor tinha porte de arma para CAC (Caçador, Atirador e Colecionador) e uma pistola foi encontrada no carro dele, com carregadores e munições. O armamento foi apreendido pela polícia.
O velório e enterro aconteceu na terça-feira, 10 de fevereiro, em Manau.

