Um policial militar e um monitor de ressocialização foram presos, nesta terça-feira, 4 de agosto, por suspeita de envolvimento na morte de advogada Claudia Félix de Oliveira, 51 anos, prima carnal da ex-apresentadora de tv Mara Maravilha.
O crime aconteceu na madrugada de 25 de julho, dentro da casa da vítima, em Itororó, no sul da Bahia. A advogada era prima da cantora e apresentadora Mara Maravilha, que divulgou nota nas redes sociais.
Segundo apuração os dois homens presos, que não tiveram os nomes divulgados, agiram em conjunto com mais duas pessoas, a mando de um outro homem de 20 anos.
Tanto o policial militar quanto o monitor de ressocialização foram alvos de uma operação deflagrada em diferentes pontos do estado, nesta terça. Dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra eles, além de três mandados de busca e apreensão.
O monitor, que tem 27 anos, foi preso enquanto deixava o trabalho, no Conjunto Penal de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Durante a ação, os policiais apreenderam com ele uma pistola, dois carregadores e 23 munições.
Já em dois endereços ligados ao investigado, em Dias D’Avila, foram apreendidas duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, 67 estojos de munições de diversos calibres, dois rádios comunicadores e um documento pertencente a outro investigado.
Conforme informou a Policia Civil (PC), os materiais apreendidos serão submetidos à análise pericial e integrarão o conjunto de provas da investigação.
Já o policial militar, de 29 anos, não teve o local de prisão detalhado. As investigações continuam para localizar os demais investigados.
Prima de Mara Maravilha
Em nota, além de lamentar o assassinato da prima, Mara Maravilha pediu justiça pelos familiares e agradeceu o apoio que eles têm recebido. Revelou ainda que mantinha relação próxima com Claudia Félix.
Antes do assassinato, familiares chegaram ser ameaçados em cobranças. Durante as investigações, a polícia apurou que os suspeitos chegaram a obrigar eles a transferir dois veículos como forma de pagamento.
O caso levou a família a registrar um boletim de ocorrência por extorsão na Delegacia Territorial (DT) de Itabuna, antes do assassinato.
Durante a apuração do caso, dois veículos utilizados no assassinato da vítima foram identificados e apreendidos pela polícia. Foi constatado ainda que os automóveis haviam sido locados e que um deles circulava com placa adulterada.
Segundo a investigação, Cláudia chegou a ligar para a Polícia Militar (PM) pouco antes dos suspeitos invadirem a casa dela, mas, quando os agentes chegaram, ela já estava morta. O óbito foi atestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O corpo da advogada foi sepultado no dia 26 de julho, no Cemitério Municipal Recanto da Saudade, no distrito de Bandeira do Colônia, em Itapetinga.
Na ocasião, a Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) e a Subseção de Itapetinga lamentaram a morte de Cláudia, classificaram o caso como um “bárbaro homicídio” e informaram que acompanhariam as investigações.
A entidade também pediu celeridade na apuração do crime junto à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

