Uma família de Salvador passou por um momento de bastante constrangimento e revolta durante o enterro de um ente querido no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, dia 27 de agosto deste ano. Eles encontraram restos mortais de outras pessoas em um jazigo vitalício adquirido pela família.

Os jazigos vitalícios são espaços de sepultamento que podem ser usados por toda a vida do comprador e de seus familiares. A sobrenome da família não foi divulgado. Eles afirmam que no jazigo da família já foram sepultados diversos entes queridos ao longo dos anos.
A família afirma que sempre arcou com elevados custos, inclusive com taxas periódicas, sepultamentos e exumações. No dia do enterro de um membro da família o jazigo foi aberto e para surpresa abrir o jazigo foram surpreendidos por dois sacos plásticos pretos, próprios para lixo, contendo ossos humanos visíveis, com apenas três ossuários. A cena chocante fez um dos familiares presente passar mal e precisar ser retirado do local.
A família relatou à reportagem do BNews, que não tem certeza se os restos mortais encontrados no jazigo eram, de fato, de seus familiares. Além disso, ainda alegam que os os coveiros não souberam explicar a origem dos sacos ou a quem pertenciam aqueles restos mortais.
O caso foi registrado como vilipêndio de cadáver e furto na Delegacia Territorial de Brotas. A família pretende processar o Cemitério Jardim da Saudade já que as contas indicavam que deveriam existir cinco ossuários, e não apenas três, o que indica que os ossos de dois familiares estavam em sacos de lixo.
O Cemitério Jardim da Saudade, atraves advogada do local foi informado que não foi recebida nenhuma notificiação. No entanto, a representante ficou de enviar um posicionamento oficial, o que não aconteceu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada em caso de eventual manifestação futura.

