
Al Pacino faz aniversário no mês de abril e quem ganha o presente é o público que está lotando a sala de cinema do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro para ver e rever sucessos do grande astro de Hollywood. Até 6 de maio, de quarta a segunda, ainda é possível assistir, na maior retrospectiva já realizada por aqui em homenagem a Pacino, obras do início da sua carreira no cinema, como Os Viciados (1971), seu primeiro trabalho como protagonista, Serpico (1973), pelo qual ganhou seu primeiro prêmio Globo de Ouro, o clássico Um Dia de Cão (1975),a imperdível trilogia de O Poderoso Chefão (1972, 1974, 1990), Perfume de Mulher (1992), que lhe deu o Oscar, até filmes mais recentes como Era uma Vez em… Hollywood (2019).

Em quase 60 anos de carreira, Al Pacino, nascido em Nova York, em 25 de abril de 1940, trabalhou com notórios cineastas, de Sidney Lumet e Brian De Palma a, mais recentemente, Martin Scorsese e Quentin Tarantino. Vindo do teatro e chegando ao cinema recém-formado pela antológica escola de atuação moderna do Actors Studio (como quase todos de sua geração, a da Nova Hollywood), Pacino, já em 1971, chamaria a atenção em Os Viciados, de Jerry Schatzberg. Os olhos extremamente expressivos e o gestual que traziam algo “de dentro” serviram a um dos mais antológicos personagens da história do cinema, o atormentado, violento e fragilizado Michael Corleone, de O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola.
O estilo de Al Pacino apresentaria modulações desde o início da sua carreira, indo do naturalismo importante ao cinema mais realista dos anos 1970, em filmes como Serpico (1973) e Um Dia de Cão (1975), ambos de Sidney Lumet; a algo mais expressivo nos anos 1980, como Scarface (1983), de Brian De Palma, e, a partir dos anos 1990, a “marca Al Pacino”, que ia de um quase overacting em Perfume de Mulher (1992), de Martin Brest, e Advogado do Diabo (1997), de Taylor Hackford, à precisão presente em obras-primas como O Pagamento Final (1993), de Brian De Palma, e Fogo contra Fogo (1995), de Michael Mann.

Os ingressos para as sessões de cinema custam R$ 10 e R$ 5 e podem ser adquiridos, a partir das 9h do dia da sessão, na bilheteria física ou em bb.com.br/cultura.
A mostra Al Pacino conta com o patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e também será realizada no CCBB Brasília, de 2 de julho a 4 de agosto, e no CCBB São Paulo, de 6 de julho a 18 de agosto de 2024.
Sobre o CCBB RJ
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o CCBB está instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva. Marco da revitalização do centro histórico do Rio de Janeiro, o Centro Cultural mantém uma programação plural, regular e acessível, nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e pensamento. Em 34 anos de atuação, foram mais de 2.500 projetos oferecidos aos mais de 50 milhões de visitantes. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio de Janeiro entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. O prédio dispõe de 3 teatros, 2 salas de cinema, cerca de 2 mil metros quadrados de espaços expositivos, auditórios, salas multiuso e biblioteca com mais de 200 mil exemplares. Os visitantes contam ainda com restaurantes, cafeterias e loja, serviços com descontos exclusivos para clientes Banco do Brasil. O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro funciona de quarta a segunda, das 9h às 20h, e fecha às terças-feiras. Aos domingos, das 8h às 9h, o prédio e as exposições abrem em horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes.
PROGRAMAÇÃO do CCBB RJ – a partir da quarta semana
Disponível também no site
https://ccbb.com.br/rio-de-janeiro/programacao/pacino/
24/04 – quarta
15h – Dick Tracy (1990), de Warren Beatty, 105’, digital – 12 anos
17h – Um Domingo Qualquer (1999) de Oliver Stone, 158’, digital – 18 anos
25/04 – quinta
14h30 – Era uma Vez em… Hollywood (2019), de Quentin Tarantino,162’, digital – 16 anos
17h30 – O Pagamento Final (1993), de Brian De Palma, 144’, digital – 14 anos
26/04 – sexta
14h30 – Serpico (1973), de Sidney Lumet, 130’, digital – 12 anos
17h – O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola, 175’, digital – 14 anos
27/04 – sábado
14h30 – Justiça para Todos (1979), de Norman Jewison 120’, digital – 16 anos
17h – Fogo contra Fogo (1995), de Michael Mann, 170’, digital – 14 anos
28/04 – domingo
15h – Os Viciados (1971), de Jerry Schatzberg, 110’, digital – 16 anos
17h30 – Donnie Brasco (1997), de Mike Newell, 147’, digital – 16 anos
29/04 – segunda
15h – O Informante (1999), de Michael Mann, 158’, digital – 14 anos
18h – Vítimas de uma Paixão (1989), de Harold Becker, 113’, digital – 16 anos
01/05 – quarta
15h – Manglehorn (2014), de David Gordon Green, 98’, digital – 14 anos
17h – Era uma Vez em… Hollywood (2019), de Quentin Tarantino,162’, digital – 16 anos
02/05 – quinta
13h – O Poderoso Chefão II (1974), de Francis Ford Coppola, 202’, digital – 14 anos
17h – O Poderoso Chefão III (1990), de Francis Ford Coppola, 171’, digital – 14 anos
03/05 – sexta
14h30 – Espantalho (1973), de Jerry Schatzberg, 113’, digital – 14 anos
17h – Scarface (1983), de Brian De Palma, 170’, digital – 18 anos
04/05 – sábado
15h – Dick Tracy (1990), de Warren Beatty, 105’, digital – 12 anos
17h30 – Um Dia de Cão (1975), de Sidney Lumet, 125’, digital – 12 anos
05/05 – domingo
14h30 – Perfume de Mulher (1992), de Martin Brest, 157’, digital – Livre
17h30 – O Advogado do Diabo (1997), de Taylor Hackford, 144’, digital – 16 anos
06/05 – segunda
15h30 – Parceiros da Noite (1980), de William Friedkin, 102’, digital – 14 anos
17h30 – O Pagamento Final (1993), de Brian De Palma, 144’, digital – 14 anos
SINOPSES
Os Viciados (The Panic in the Needle Park)
EUA, 1971, 110 min, 16 anos
Direção: Jerry Schatzberg
Com Al Pacino, Kitty Winn, Alan Vint, Richard Bright
Bobby (Al Pacino), um dependente químico e pequeno traficante, se envolve com Helen (Kitty Winn), uma jovem meio sem rumo que acaba entrando na onda do consumo de heroína. Ambos entram numa espiral. É o primeiro – e já marcante – trabalho de Al Pacino como protagonista, aqui num registro mais realista e num filme extremamente cru na exposição detalhada do consumo de drogas e da realidade degradada daquele universo.
O Poderoso Chefão (The Godfather)
EUA, 1972, 175 min, 14 anos
Direção: Francis Ford Coppola
Com Al Pacino, Marlon Brando, James Caan, Diane Keaton, Talia Shire
Neste que é um dos mais aclamados filmes da história do cinema, uma família mafiosa luta para estabelecer sua supremacia nos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. Uma tentativa de assassinato deixa o chefão Vito Corleone (Marlon Brando) incapacitado e força os filhos Michael (Al Pacino) e Sonny (James Caan) a assumirem os negócios. Coppola, um dos maiores cineastas da Nova Hollywood, lutou para ter Al Pacino no filme. O resultado foi um jovem ator de 32 anos expor pelo rosto e corpo todo um tormento de assumir um destino terrível.
Espantalho (Scarecrow)
EUA, 1973, 113 min, 14 anos
Direção: Jerry Schatzberg
Com Gene Hackman, Al Pacino,Dorothy Tristan, Ann Wedgeworth
Max (Gene Hackman) e Lion (Al Pacino), dois desconhecidos, se encontram numa estrada da Califórnia. O primeiro saiu da prisão recentemente e o outro é um egresso da Marinha. Com temperamento efusivo, Max planeja ir para Pittsburgh, onde sonha abrir um lava-rápido. Lion, mais anárquico, deseja ver a mulher, que abandonou, e conhecer o filho de cinco anos. Ambos decidem unir forças e tentar uma vida melhor. Pacino faz aqui um de seus grandes papéis, numa mescla de fragilidade com energia.
Serpico (Serpico)
EUA, 1973, 130 min, 12 anos
Direção: Sidney Lumet
Com Al Pacino, Allan Rich, Barbara Eda-Young, Biff McGuire
Jovem e idealista policial de Nova York, Frank Serpico (Al Pacino) recusa os subornos que lhe são oferecidos e passa a ser marginalizado pelos colegas coniventes com a corrupção. Sua luta solitária abala seu prestígio dentro da corporação e acaba ameaçando sua própria vida. Adaptação do livro de Peter Maas, por sua vez baseado em fatos reais, o filme conta com a direção de Sidney Lumet, adepto da estética das ruas típica dos anos 1970. A brilhante performance de Al Pacino lhe rendeu o prêmio de melhor ator no Globo de Ouro e indicação na mesma categoria no Oscar.
O Poderoso Chefão II (The Godfather: Part II)
EUA, 1974, 202 min, 14 anos
Direção: Francis Ford Coppola
Com Al Pacino, Robert De Niro, Robert Duvall, Diane Keaton
Início do século XX. Após a máfia local matar sua família, o jovem Vito foge de sua cidade na Sicília e vai para os Estados Unidos. Já adulto, no bairro nova-iorquino de Little Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) e manter esposa e filhos. O poder de Vito cresce, mas sua família é o que mais lhe importa. Nos anos 1950, com o patriarca morto, é o caçula Michael quem mantém o legado dos Corleone. A composição de Al Pacino como Michael Corleone é incrível, ele habitando as sombras, imerso na violência e abatido pelo destino pesado que teve de assumir. O ator foi indicado a melhor ator no Oscar e no Globo de Ouro.
Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon)
EUA, 1975, 125 min, 12 anos
Direção: Sidney Lumet
Com Al Pacino, John Cazale, Penelope Allen, Sully Boyar
Quando o inexperiente Sonny Wortzik (Al Pacino) lidera um assalto a banco no Brooklyn, Nova York, as coisas rapidamente dão errado. Ele e seu cúmplice, Sal Naturile (John Cazale), tentam desesperadamente manter o controle, mas a mídia sensacionalista, a polícia e o FBI chegam criando uma tensão ainda maior. Gradualmente, os verdadeiros motivos para o roubo são revelados. Adepto de uma abordagem mais realista, o diretor Sidney Lumet encontra novamente em Al Pacino a imagem do homem comum desesperado, num papel que lhe rendeu indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro de melhor ator.
Justiça para Todos (And Justice for All)
EUA, 1979, 120 min, 16 anos
Direção: Norman Jewison
Com Al Pacino, John Forsythe, Jack Warden, Christine Lahti
Drama satírico em que um advogado idealista (Al Pacino), que tenta ganhar casos para seus clientes presos em um sistema hipócrita e corrupto, encontra-se defendendo um juiz acusado de estupro. O juiz erroneamente entende que os ideais do advogado e seu desdém para com aos tribunais o encaminharão para uma absolvição, apesar das evidências e ódio que sentem um pelo outro. Típico do diretor Norman Jewison, é uma espécie de filme-denúncia que traz o nonsense do sistema judicial norte-americano. Pacino, novamente, presenteia o espectador com uma afinadíssima atuação realista.
Parceiros da Noite (Cruising)
EUA, 1980, 102 min, 14 anos
Direção: William Friedkin
Com Al Pacino, Paul Sorvino, Karen Allen, Richard Cox
O policial Steve Burns (Al Pacino) foi destacado para investigar uma série de assassinatos de homossexuais em Nova York. Com a intenção de crescer dentro da corporação, aceita o desafio de se passar por gay, sabendo que terá que frequentar a comunidade e mergulhar nos clubes de sadomasoquismo. William Friedkin, mais uma vez, fala sobre a violência do mundo e dos seres humanos. E conta aqui com a magistral performance de Al Pacino, das melhores de sua carreira, ainda que ele não tenha se encantado com este brilhante e polêmico filme que gerou protestos durante sua realização.
Scarface (Scarface)
EUA, 1983, 170 min, 18 anos
Direção: Brian De Palma
Com Al Pacino, Michelle Pfeiffer, Steven Bauer, Mary Elizabeth Mastrantonio
Após receber residência permanente nos Estados Unidos em troca do assassinato de um oficial do governo cubano, Tony Montana (Al Pacino) se torna o chefe do tráfico de drogas em Miami. Matando qualquer um que entre em seu caminho, Tony eventualmente se torna o maior traficante da Flórida, controlando quase toda a cocaína que entra em Miami. Porém, a pressão da polícia, as guerras com cartéis colombianos e sua própria paranoia servem para alimentar as chamas de sua eventual queda. De Palma aposta em imagens panorâmicas marcantes e, assim, graças à performance de Pacino, instalou o personagem de Tony Montana no imaginário coletivo com este filme que é refilmagem do clássico homônimo dirigido por Howard Hawks em 1932.
Vítimas de uma Paixão (Sea of Love)
EUA, 1989, 113 min, 16 anos
Direção: Harold Becker
Com Al Pacino, Ellen Barkin, John Goodman, Samuel L. Jackson
Incomodado detetive de Nova York, Frank Keller (Al Pacino) investiga uma assassina em série que sempre deixa a música “Sea of Love” tocando na cena do crime. Com a ajuda de seu parceiro, Sherman Touhey (John Goodman), Frank cria um plano para achar a assassina usando seus próprios anúncios de encontro. Mas, Frank se apaixona por sua principal suspeita, Helen Cruger (Ellen Barkin), e então precisa lutar para conciliar sua vida pessoal e seu dever profissional. Thriller vigoroso que marca o retorno de Al Pacino após um hiato de quatro anos no cinema.
O Poderoso Chefão III (The Godfather: Part III)
EUA, 1990, 171 min, 14 anos
Direção: Francis Ford Coppola
Com Al Pacino, Sofia Coppola, Andy Garcia, Diane Keaton
Michael Corleone (Al Pacino) está envelhecendo e, com a ajuda do sobrinho Vincent Mancini (Andy Garcia), busca a legitimação dos interesses da família em Nova York e na Itália. Seu protegido não está só interessado em parte do império da família, mas também deseja a filha de Michael, Mary (Sofia Coppola). No mais, Michael busca uma redenção pelo que cometeu de violências no passado. Pacino, brilhante aqui, coloca uma fragilidade física marcante no Michael que, nos outros dois filmes, sempre esteve carregando nos ombros todo o peso do que lhe foi destinado.
Dick Tracy (Dick Tracy)
EUA, 1990, 105 min, 12 anos
Direção: Warren Beatty
Com Warren Beatty, Al Pacino, Madonna, Dustin Hoffman
Tess Trueheart (Glenne Headly) quer apenas ter uma vida tranquila com seu namorado, Dick Tracy (Warren Beatty), um detetive da polícia. Porém, existe alguém que pode atrapalhar os sonhos do casal. Este alguém é Big Boy Caprice (Al Pacino), um gângster que decidiu fazer uma guerra pelo domínio da cidade e comandar todos os bandidos. Para complicar ainda mais a situação, Dick Tracy também precisa resistir aos avanços de Breathless Mahoney (Madonna), uma sedutora cantora de boate. Quase irreconhecível pela vasta maquiagem, Pacino faz seu primeiro papel num filme baseado em HQ, além de ser indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante.
Perfume de Mulher (Scent of a Woman)
EUA, 1992, 157 min, Livre
Direção: Martin Brest
Com Al Pacino, Chris O’Donnell, Gabrielle Anwar, Philip Seymour
Frank (Al Pacino) é um militar aposentado, cego e impossível de conviver. Sua sobrinha contrata Charlie (O’Donnell) para cuidar dele no dia de Ação de Graças. Charlie aceita o trabalho para pagar por uma viagem de volta para casa no Natal, porém eles não contavam com a ideia de Frank de passar o dia em Nova York. Al Pacino ganhou o Oscar e também o Globo de Ouro de melhor ator por este trabalho que é uma refilmagem do longa homônimo dirigido pelo italiano Dino Risi em 1974.
O Pagamento Final (Carlito’s Way)
EUA, 1993, 144 min, 14 anos
Direção: Brian De Palma
Com Al Pacino, Sean Penn, Penelope Ann Miller. Luis Guzmán
Após sair da prisão, o ex-traficante Carlito Brigante (Al Pacino) jura a si mesmo que nunca mais voltará à criminalidade. Mas a mudança de vida não é fácil, porque seus conhecidos continuam na ilegalidade e o destino parece querer puxá-lo de volta à contravenção. A direção sempre impecável de Brian De Palma transforma em pura imagem a dimensão trágica e romântica desse melodrama policial singular. O rosto de Al Pacino, carregando todo o peso da vida, é mais uma de suas marcantes presenças na tela.
Fogo contra Fogo (Heat)
EUA, 1995, 170 min, 14 anos
Direção: Michael Mann
Com Al Pacino, Robert De Niro, Val Kilmer, Jon Voight
Vincent Hanna (Al Pacino) é um obstinado policial que coloca o trabalho acima de tudo. Neil McCauley (Robert De Niro) é um fora da lei igualmente profissional que pretende fazer seu último grande roubo e se aposentar da criminalidade. Sendo os melhores no que fazem, ocorre logo uma mútua identificação entre esses dois homens solitários e éticos. Na caçada, Vincent verá seu casamento ruir, ao passo que Neil começará um forte romance. Filme primoroso que marca a primeira vez em que esses dois lendários atores de Hollywood atuam juntos numa mesma cena.
O Advogado do Diabo (The Devil’s Advocate)
EUA, 1997, 144 min, 16 anos
Direção: Taylor Hackford
Com Al Pacino, Keanu Reeves, Charlize Theron, Connie Nielsen
Kevin Lomax (Keanu Reeves), advogado de uma pequena cidade da Flórida que nunca perdeu um caso, é contratado por John Milton (Al Pacino), dono da maior firma de advocacia de Nova York. No início tudo parece correr bem, mas Mary Ann (Charlize Theron), a esposa do advogado, começa a testemunhar aparições demoníacas. Ambicioso, Kevin está empenhado em defender o cliente e cada vez dá menos atenção a sua mulher. Pacino assume, afinadamente, um overacting fundamental à caracterização de Milton, que acabou se tornando um de seus personagens mais populares.
Donnie Brasco (Donnie Brasco)
EUA, 1997, 147 min, 16 anos
Direção: Mike Newell
Com Al Pacino, Johnny Depp, Michael Madsen, Anne Heche
“Lefty” Ruggerio (Al Pacino), um dos maiores mafiosos americanos, tem como novo protegido um jovem de Miami chamado Donnie Brasco (Johnny Depp), na verdade um agente do FBI incumbido de se infiltrar e desmascarar a máfia. A relação entre ambos os torna cúmplices inseparáveis, fazendo com que Brasco se transforme em membro ativo e conhecedor do mundo criminoso da família. Pacino, com a usual habilidade facial e física, dá uma memorável humanidade ao seu personagem, além de generosamente contracenar com um esforçado e ainda jovem Johnny Depp.
O Informante (The Insider)
EUA, 1999, 158 min, 14 anos
Direção: Michael Mann
Com Al Pacino, Russell Crowe, Christopher Plummer, Diane Venora
Depois de tentar entrevistar o ex-executivo da indústria do tabaco Jeffrey Wigand (Russell Crowe), o experiente produtor de TV Lowell Bergman (Al Pacino) suspeita de que existe uma razão por trás do silêncio de Wigand. Quando Bergman tenta convencer Wigand a contar os segredos que sabe sobre a indústria do tabaco, os dois precisam lidar com os tribunais e as corporações para expor a verdade. Baseado em fatos reais, o filme conta com a milimetria e estudo de causa típicos da direção de Michael Mann.
Um Domingo Qualquer (Any Given Sunday)
EUA, 1999, 158 min, 18 anos
Direção: Oliver Stone
Com Al Pacino, Jamie Foxx, Cameron Diaz, Dennis Quaid
Técnico do lendário time de futebol americano Miami Sharks, o célebre Tony D’Amato (Al Pacino) passa por maus bocados, entre precisar soerguer o time que entrou numa fase de derrotas, ter seu melhor quarterback contundido – e por isso precisar contar com um reserva extremamente prepotente, além de estar ele próprio numa crise. Adepto do espetáculo, Oliver Stone recorre a uma vasta trilha sonora e a imagens estilizadas dos jogos. Pacino faz mais um formidável personagem que luta contra a adversidade do mundo.
Manglehorn (Manglehorn)
EUA, 2014, 98 min, 14 anos
Direção: David Gordon Green
Com Al Pacino, Holly Hunter, Harmony Korine, Chris Messina
A.J. Manglehorn (Al Pacino) é um chaveiro recluso e solitário do Texas que está afastado do seu bem-sucedido filho Jacob (Chris Messina). Ele passa os dias cuidando do seu gato, buscando conforto no trabalho e escrevendo cartas para um amor há muito perdido. Uma das poucas alegrias de sua vida está nas visitas ao banco, quando pode se encontrar brevemente com a bondosa bancária Dawn (Holly Hunter). No entanto, quando tem a chance de transformar isso em algo real, ele vacila. Aqui, Pacino empresta seu talento junto a diretores do cinema independente americano, como Gordon Green e Harmony Korine, neste caso, atuando.
Era uma Vez em… Hollywood (Once Upon a Time… in Hollywood)
EUA, 2019, 162 min, 16 anos
Direção: Quentin Tarantino
Com Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Al Pacino
Em 1969, Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um ator de TV em declínio que tenta voltar à vida de fama e sucesso em Hollywood ao lado de seu amigo e dublê, Cliff Booth (Brad Pitt). No processo, eles cruzam com muitas pessoas influentes da indústria cinematográfica, como o casal Sharon Tate e Roman Polanski, e acabam se envolvendo involuntariamente com o grupo de Charles Manson. Aos 79 anos, Al Pacino faz uma pontual porém marcante presença neste filme, que fala sobre a fabulação do cinema diante da realidade do mundo.
Pacino
Patrocínio: Banco do Brasil
Curadoria: Paulo Santos Lima
Produção: Fumaça Filmes
Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
De 3 de abril a 6 de maio de 2024, de quarta a segunda
Rua Primeiro de Março 66, Centro
Contato: tel (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br
Sala de Cinema 1 (102 lugares, sendo 4 para cadeirantes)
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 – disponibilizados às 9h do dia da sessão na bilheteria física ou em bb.com.br/cultura.
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