Neto da coreógrafa Deborah Colker, Theo Colker Assunção Fulgêncio morreu nesta segunda-feira, 16 de março, aos 14 anos. O adolescente sofria de epidermólise bolhosa – doença não contagiosa e rara que causa bolhas e ferimentos na pele – e inspirou o espetáculo “Cura”.
Theo era filho de Clara Colker, diretora do Centro de Movimento Deborah Colker, e filho do músico Peu e neto do também músico Toni Platão.
Nesta terça, o perfil da Companhia Deborah Colker no Instagram postou uma homenagem a Theo. “Nosso guerreiro, nosso herói!”, diz o texto, acompanhado de uma foto dele e imagens de ‘Cura’ com outra mensagem. “Ao nosso guerreiro que se tornou LUZ”, diz um trecho.
A epidermólise bolhosa é uma doença genética rara não contagiosa em que, devido à falta de adesão entre as células da epiderme, qualquer traumatismo – ainda que leve – pode levar ao descolamento da pele.
Deborah e a família se engajaram em lutar contra o preconceito contra a doença e contra outras enfermidades raras. Eles participaram, em 2023, do documentário “Viver é raro”, no Globoplay.
Em 2013, Deborah e o neto enfrentaram dificuldades para embarcar em um vôo e o caso ganhou repercussão nacional.
No ano passado, em outubro, mês da conscientização sobre a epidermólise bolhosa, Deborah fez um vídeo em suas redes falando sobre a doença. “É muito importante o diagnóstico e o conhecimento dessa mutação genética. As pessoas que têm essa mutação são pessoas especiais e que a gente tem muito a aprender sobre a vida, sobre a ciência. O nome já diz, essas pessoas são raras, especiais. Então vamos prestar atenção, escutar o que elas têm a dizer e poder transformar a vida e cada um de nós com elas”, disse ela.

