O modelo Bruno Fernandes Moreira Krupp, 25 anos, virou réu por dar golpe de quase meio milhão no Hotel Nacional, no Rio de Janeiro. Além dele, seu sócio, Bruno Monteiro Leite, também é acusado pelo crime de estelionato, em processo aberto nesta terça-feira, 30, na 31ª Vara Criminal do Rio.
Krupp também é acusado de atropelar e matar o estudante João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, no dia 30 de julho, na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Segundo contou uma testemunha à polícia, a moto que o modelo pilotava estava a pelo menos 150 km/hora quando atingiu a vitima.
De acordo com o jornal O Globo, o modelo foi indiciado por estelionato no último dia 18, pela Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), após alguns meses de investigação.
“Pedi a prisão dele porque a fraude foi em torno de R$ 400 mil. Eles pegam cartões de créditos de terceiro, clonam e vendem as diárias dos hotéis com preços mais baratos. O cartão recusa e o hotel fica no prejuízo”, contou a delegada Patrícia da Costa Araújo de Alemany à reportagem.
Ainda segundo o jornal, uma gerente foi ouvida e contou à polícia que clientes que tiveram os cartões recusados informaram que o modelo oferecia diárias no hotel a preços menores do que no site do estabelecimento, e que para conseguir a reserva mais barata, as pessoas deviam fazer o pagamento em uma conta em nome de outra pessoa.
Após ser indiciado, na última sexta-feira, 26, a Promotoria de Justiça de Investigação Penal da Zona Sul e Barra da Tijuca apresentou a denúncia contra ele e o sócio, pedindo para que o modelo ressarça todas as vítimas, além do Hotel Nacional, mas se mostrando contrária ao pedido de prisão.
Ainda conforme a reportagem, essa segunda denúncia aconteceu no mesmo dia em que o Krupp virou réu pela morte do adolescente.
A defesa de Bruno Krupp não foi localizada para se posicionar contra a denúncia do Ministério Público.

