
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) já identificou a mulher esquartejada, cujas cabeça e duas pernas foram encontradas na Estação de Tratamento de Esgoto da Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), próximo à Vila Telebrasília. A vítima chama-se Thalita Marques Berquó Ramos, de 26 anos. A confirmação só ocorreu em 13 de fevereiro deste ano, após exames antropológicos, odontológicos e genéticos realizados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Ela estava desaparecida desde o dia 02 de fevereiro e foi vista pela última vez no Setor de Indústria e Abastecimento, em Guará, no Distrito Federal.

A identificação foi feita por meio de um processo multidisciplinar que incluiu técnicas médico-legais, odonto-legais, análise de perfil biológico por meio de antropologia forense e exames genéticos conduzidos pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA) da PCDF. Além disso, informações de georeferenciamento foram utilizadas para complementar a conclusão.

O rosto de Thalita apresentava diversos ferimentos, e a suspeita inicial é de que ela tenha sido brutalmente agredida, possivelmente com pauladas, antes de ser degolada e ter os membros inferiores arrancados. A PCDF confirmou que a cabeça da mulher, encontrada na estação de tratamento, tinha seis facadas no rosto.
Entenda o caso
O que se sabe sobre o caso:
- A cabeça de Thalita foi encontrada na Estação de Tratamento de Esgoto da Caesb em 14 de janeiro.
- O cadáver foi descoberto por um funcionário que realizava a segunda limpeza diária do local, por volta das 13h. A estação é higienizada três vezes ao dia.
- O funcionário isolou a cabeça e informou o supervisor, que registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).
- A vítima apresentava seis facadas no rosto e um furo que não pôde ser identificado como causado por arma branca ou arma de fogo.
- A suspeita é de que Thalita tenha sido agredida com pauladas antes de ser degolada.
- Em 15 de janeiro, outro funcionário encontrou uma perna humana na estação.
Localização e detalhes da perícia:
A perícia indicou que a cabeça de Thalita tinha lesões cranianas e hematomas. Os funcionários realizam a limpeza da estação três vezes ao dia, sendo a primeira limpeza por volta das 7h, horário em que foram encontradas a cabeça e as pernas.
As investigações sobre a motivação e autoria do crime brutal continuam sendo conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).

