Era uma tarde normal na Escola de Referência em Ensino Médio Egeu Magalhães, localizada no bairro Tamarineira, Zona Norte de Recife, Pernambuco. Mais ou menos umas 15:30, após a refeição, 26 alunos começaram um a um a entrarem em pânico, apresentando sintomas de ansiedade. Um por um, foram deitando no chão das salas, suando muito e apresentando tremores. Alguns chegaram a desmaiaram. Todos choravam e tinham dificuldade para respirar.
A situação saiu totalmente do controle. Com quase três dezenas de alunos descontrolados, sem conseguirem que se mantivessem calmos, a direção da escola precisou acionar o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que enviou ao local seis ambulâncias, entre elas uma UTI, e duas motos para atendimento prioritário.
A Prefeitura do Recife informou que foi necessário mobilizar 16 profissionais para dar conta de tantos atendimentos simultâneos na ocorrência, esclarecendo ainda que nenhum dos jovens precisou de remoção para o hospital. Pais foram avisados pelos filhos e acabaram se dirigindo à escola, o que tornou a confusão ainda maior.
Depoimentos dos alunos
Segundo alunos da Ageu Magalhães, a semana de provas, depois de tanto tempo com aulas remotas, em decorrência da pandemia da Covid-19, poderia ter sido o motivo de deixar alguns colegas aflitos demais. Mas, o descontrole coletivo ou como se chama na psicologia, a “histeria coletiva”, um fenômeno sociopsicológico que se manifesta quando um grupo de pessoas passa a apresentar um comportamento, ou sintomas, conjunta e simultaneamente, quase sempre perdendo a capacidade de discernimento e a consciência.

