A investigação sobre o desaparecimento da idosa Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, moradora de Maringá, teve novos desdobramentos na última quarta-feira, 15 de julho.

A família esteve no Instituto Médico-Legal (IML) de Paranavaí, onde foi informada sobre o corpo encontrado na região do Porto Tigre, em Nova Londrina. Durante o procedimento, os familiares reconheceram um relógio apresentado pelos peritos, além de outros pertences que, segundo eles, pertenciam à idosa e eram os mesmos utilizados por ela no dia do desaparecimento.
Com isso, a família afirma não ter mais dúvidas de que o corpo encontrado seja de Dona Eulália. No entanto, a confirmação oficial da identidade ainda depende da conclusão dos exames periciais.
Diante dessa convicção, a defesa da família solicitou à Justiça a liberação do corpo antes da conclusão dos laudos, alegando que não seria viável aguardar o prazo estimado para os exames para realizar o sepultamento. A expectativa é de que o pedido seja analisado nas próximas horas.
Além disso, foi solicitado que as buscas na região onde o corpo foi localizado tenham continuidade, inclusive com o uso de sonar, na tentativa de localizar objetos pessoais que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
Segundo a advogada da família, a identificação por impressões digitais e pela arcada dentária não foi possível em razão do avançado estado de decomposição do corpo, tornando indispensável a realização de exames periciais para a confirmação oficial da identidade.
Eulália desapareceu sem avisar a família para onde ia. Uma amiga próxima afirmou que ela avisou que ia comprar uma terra, mas que fazer surpresa a família.
Eulália Farias Pineiro tinha 70 anos e desapareceu dia 15 de junho, quando desembarcou para Nova Londrina para comprar uma propriedade. O caso mobilizou moradores de Maringá e Nova Londrina.

