Berenice Ramos de Aguiar Faria, 60 anos, desapareceu após pegar um carro. Antes, ela ainda conversava normalmente com a filha pelo celular.
Segundo a dona da pousada, onde ela trabalhava como cozinheira, ela foi deixada em um trevo de rodovia, mas ela nunca mais foi vista.
A família tenta descobrir o que aconteceu com a cozinheira, que desapareceu sem deixar qualquer rastro em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.
Um dia antes do seu desaparecimento, Berenice contou a um dos filhos que havia sido dispensada por causa da baixa temporada.
Afirmou que permaneceria em Ubatuba apenas o tempo suficiente para receber a rescisão trabalhista e, em seguida, voltaria para Igaratá, onde mora a família. Mas esse retorno nunca aconteceu.
Segundo a investigação, na tarde de 30 de junho, Berenice deixou a pousada pela última vez, após acertar as contas dos dias trabalhados.
A proprietária do estabelecimento afirmou à polícia que pagou R$ 2,6 mil em dinheiro, referentes aos direitos trabalhistas da cozinheira, e depois lhe ofereceu uma carona até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125).
Foi a última vez que alguém disse tê-la visto.
Depois disso, Berenice deixou de responder mensagens, não atendeu mais ligações e está desaparecida.
Os familiares chegaram a Ubatuba para tentar entender o que havia acontecido, descobriram um detalhe que aumentou ainda mais o mistério.
Segundo um dos filhos, funcionários relataram que Berenice e a proprietária da pousada haviam discutido antes da saída da cozinheira.
Outro ponto que chamou a atenção foi a versão apresentada pela ex-patroa. Ela afirmou que Berenice teria conseguido um novo trabalho na região da Praia das Toninhas e que pretendia permanecer em Ubatuba.
A família, no entanto, contesta essa informação. Segundo os filhos, Berenice havia deixado claro que queria apenas receber a rescisão para voltar para casa e reencontrar a família.
Outro elemento que passou a integrar a investigação foi o celular da cozinheira. De acordo com os familiares, o aparelho ainda registrou sinal às 11h do dia 1º de julho, permanecendo em Ubatuba. Depois desse horário, nenhuma outra localização foi registrada.
Apesar das dúvidas levantadas pela família, a Polícia Civil informou que, até o momento, não considera a ex-patroa suspeita do desaparecimento.
Ex-patroa prestou depoimento
A ex-patroa prestou depoimento, e os investigadores seguem tentando reconstruir os últimos deslocamentos de Berenice após ela descer da carona.
Os filhos também afirmam que a cozinheira nunca havia desaparecido antes, não sofria de transtornos que justificassem um sumiço voluntário e jamais deixaria de manter contato com a família sem qualquer explicação.
Hoje, cada dia sem notícias a angústia dos três filhos de Berenice só aumenta.
Ela planejava voltar para casa depois de perder o emprego, mas desapareceu sem deixar qualquer vestígio.

