Credits: Sydney Sims on Unsplash; Chef Candida Batista courtesy Press office: Francisco Suarez on Unsplash
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A renomada chef internacional, Cândida Batista, conhecida por sua abordagem inovadora na culinária, dá um passo corajoso ao falar abertamente sobre a toxidade prevalente no ambiente de trabalho na indústria de restaurantes e como isso afeta a saúde mental dos trabalhadores. Cândida, com sua vasta experiência em restaurantes de prestígio em todo o mundo, não apenas ilumina as questões que muitas vezes permanecem nas sombras, mas também oferecerá insights sobre como a comunidade gastronômica pode abordar e superar esses desafios.
A chef compartilha suas perspetivas sobre a muitas vezes negligenciada e enfatizando a necessidade de mudanças e sistemas de apoio aprimorados dentro da indústria. Ambientes de trabalho tóxicos são, infelizmente, prevalentes na indústria de restaurantes, com fatores como situações de alta pressão, longas horas de trabalho, má gestão e intensa concorrência contribuindo para o problema. A Chef Cândida destaca o impacto negativo da toxicidade, incluindo o aumento dos níveis de estresse, a diminuição da moral e a redução da satisfação no trabalho. E isso mesmo é mediatizado na televisão com programas com chef com atitudes rudes e agressivas que se tornam um entretenimento para muitos.
“Infelizmente, estudos revelam que as taxas de suicídio são significativamente mais altas entre chefs do que em profissões não relacionadas à hospitalidade. De maneira ainda mais preocupante, uma pesquisa de 2017 revelou que 51% dos chefs e profissionais da área de hospitalidade enfrentam depressão e níveis debilitantes de estresse,” afirma a Chef referenciado o artigo publicado na MASHED (aqui). Organizações como Fair Kitchens ou The Burnt Chef Project destacam a necessidade de um ambiente saudável e oferecem suporte à comunidade.
Cândida quer promover um ambiente de trabalho mais saudável e equitativo, onde chefs e profissionais de cozinha possam prosperar criativamente sem sacrificar sua saúde mental. Cândida compartilhará suas próprias experiências, destacando a necessidade urgente de uma mudança cultural na indústria para garantir o bem-estar de todos os envolvidos.
SOB A SUPERFÍCIE DA GASTRONOMIA:
DESVENDANDO A TOXIDADE NOS BASTIDORES DA INDÚSTRIA DE RESTAURANTES
Após a licença maternidade, a chef Batista retornou ao trabalho quando a filha tinha 1 ano e meio e ainda a amamentava. À medida que ela crescia, conseguiu adaptar a rotina à sua carreira e negociar para trabalhar apenas algumas noites, em vez da clássica escala dobrada. Depois de anos a trabalhar em restaurantes estrelados, senti-me mais confortável oferecendo apenas serviços de chef privada, o que me dá a liberdade de aceitar ou recusar cada trabalho.
“Na temporada de inverno de 2023/2024, aceitei o desafio de abrir um hotel nos Alpes. Mudei-me da luxuosa capital Viena para a cidade mais próxima do hotel, um local com 2.100 habitantes onde se avistam montanhas e fazendas. Passei o verão e outono visitando produtores locais, testando receitas e escolhendo os ingredientes que melhor representariam a região para compor o cardápio,” retrata a Chef.
Apesar das longas horas de trabalho, parecia que os resultados eram positivos: os pratos voltavam limpos e os garçons traziam feedback positivo dos clientes. Para Candida, a jornada era intensa, com cerca de 15 horas diárias e apenas um cozinheiro, responsável pela confeitaria, tinha autonomia para manter sua estação. “Eu precisava preparar absolutamente tudo para o restante da cozinha. Cândida afirma: “O sous chef, que deveria ser meu braço direito, não possuía o treinamento nem as habilidades mais básicas para ser um chef de partida!”. Mesmo tendo alertado os proprietários de que preferia trocá-lo por dois ajudantes de cozinha, considerando toda a situação, a decisão de mantê-lo na equipe sobrecarregava cada dia mais. “Chegamos ao ponto de servir batatas cruas!” conta a Chef.
Os restaurantes devem priorizar o bem-estar mental de sua equipe como um componente vital da saúde geral no local de trabalho. “Não se trata apenas de preparar comida deliciosa; também é sobre criar um ambiente positivo e de apoio para as pessoas que trabalham incansavelmente nos bastidores“, diz a Chef Cândida. Ela insta os proprietários e gerentes de restaurantes a assumirem a responsabilidade de fomentar culturas de trabalho saudáveis que incentivem a comunicação aberta, forneçam pausas adequadas e promovam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
De acordo com a Chef Cândida, abordar o problema começa com uma avaliação honesta do ambiente de trabalho, seguida pela implementação de estratégias para melhorar as condições. Isso inclui estabelecer canais claros para relatar preocupações, oferecer recursos de saúde mental e criar programas de apoio ao bem-estar do funcionário. Ao investir nessas áreas, os restaurantes podem criar uma atmosfera que promove o bem-estar físico e mental, resultando em melhor produtividade e retenção de funcionários. Os efeitos prejudiciais de ambientes de trabalho tóxicos na saúde mental se estendem além dos funcionários individuais para o sucesso geral do restaurante.
CHEF CÂNDIDA BATISTA
BOILERPLATE:
Cândida Batista, renomada chef internacional, traz uma paixão pela culinária enraizada em sua herança brasileira e aprimorada por experiências globais. Desde sua formação em 2008, ela trilhou uma carreira marcante em restaurantes prestigiados em Praga e Viena, trabalhando com chefs renomados como Gordon Ramsay. Sua abordagem única combina a autenticidade de ingredientes locais com técnicas culinárias globais, enquanto sua expressão artística transcende a cozinha, destacando-se como modelo da Playboy e participante no programa Hell’s Kitchen, consolidando sua posição como uma visionária culinária de renome internacional.

