Solenidade no Trapiche Barnabé reuniu ministra do STM, procuradores-gerais e cerca de mil associados; congresso discute equidade de gênero até sexta-feira (21)
Membros do Ministério Público de diversos estados, autoridades baianas e especialistas se reuniram na noite desta quarta-feira (19) para a solenidade de abertura do 3° CONAMP Mulher, no Trapiche Barnabé, localizado no bairro do Comércio, em Salvador. O encontro, realizado pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) e pela Associação do Ministério Público da Bahia (AMPEB), debaterá a equidade de gênero até esta sexta-feira (21), reunindo cerca de mil participantes e convidados.
A mesa de honra contou com lideranças do sistema de justiça e do meio político, entre eles, o procurador-geral de Justiça do MP-BA, Pedro Maia, a ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Abdalla Sterman, além de representantes do Governo do Estado, da Prefeitura de Salvador e de diversas instituições locais.
Em seu pronunciamento, o presidente da CONAMP, Tarcísio Bonfim, enalteceu as figuras femininas da Independência da Bahia celebradas na ocasião como símbolos de coragem, liderança e quebra de paradigmas. Ele ressaltou ainda a relevância do Protocolo Nacional “Atuação com Perspectiva de Gênero no Ministério Público Brasileiro”, instrumento criado para definir diretrizes obrigatórias que orientem promotores e procuradores na incorporação da igualdade e no combate ao preconceito em suas investigações e rotinas institucionais. “Reafirmamos o compromisso com a defesa da equidade de gênero, inspirados pela força histórica e pelo legado de coragem de heroínas como Joana Angélica, Maria Quitéria e Maria Felipa. A adoção de diretrizes com perspectiva de gênero é um passo decisivo para transformar a atuação dos nossos membros em todo o país”, destacou.
Ao saudar os presentes, o presidente da AMPEB, Lucas Santana, sublinhou o marco de a capital baiana sediar a atividade — a primeira edição promovida fora de Brasília. “Quando jogamos holofotes nas boas práticas e nas lideranças femininas, ampliamos a representatividade, que inspira e se replica. Nosso foco, refletido na programação científica, é garantir que essas discussões gerem encaminhamentos reais e concretos”, afirmou.




