Com investimentos cada vez mais robustos da iniciativa privada na exploração espacial, que envolve até o turismo espacial, trabalhar no espaço deixou de ser um sonho impossível para se tornar realidade para profissionais de todo o mundo – incluindo brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo centro de pesquisa educacional KSCIA (International Space Academy), em 2022, mostra que as profissões neste setor não se limitam mais a astronautas e cientistas de foguetes. Hoje, as oportunidades são muito mais amplas e incluem desde engenheiros aeronáuticos a biólogos, médicos e psicólogos espaciais, entre outros.
Brasileiros com dupla nacionalidade como Patricia Feingold e Djalma Batista já fazem parte dessa realidade e trabalham ativamente na área de “New Space” das empresas Maxar Space e SES Satellite, respectivamente. Agora, essa também pode ser uma oportunidade para 22 jovens brasileiros que ganharam uma visita ao complexo do Kennedy Space Center, no estado da Flórida, nos Estados Unidos (EUA). Na primeira semana de junho, estudantes de São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Ourinhos (SP), Amparo (SP) e Mossoró (RN) participaram de treinamentos no centro espacial e desenvolveram um projeto de colonização de Marte, apresentando formas de viver e trabalhar em um planeta hostil. O trabalho envolveu a busca de soluções para desafios como maneiras de produzir alimentos, gerar energia e tratar resíduos, entre outros.
De acordo com Jefferson Michaellis, especialista em pesquisa de exploração espacial e educação STEAM (metodologia de ensino que combina ciência, tecnologia, engenharia e matemática), nos próximos anos a procura por profissionais com formação nas áreas relacionadas ao STEAM deve ter um aumento expressivo. “Estamos vivenciando uma nova era na exploração espacial. O movimento conhecido como “New Space” trouxe companhias privadas que atualmente já dominam os lançamentos de foguetes e o desenvolvimento de novas tecnologias que vão levar o homem de volta à Lua até 2024 e posteriormente a Marte. Estas empresas já estão em busca de profissionais”, conta.
Direto de São José dos Campos, os jovens Lucas Kurotaki (17), Lucca de Miranda (17) e Kathleen Ebram (16), do Instituto Alpha Lumen, ficaram muito contentes com a experiência. Os três desenvolveram projetos sustentáveis que foram selecionados entre os melhores apresentados à International School, programa de ensino bilíngue que levou os estudantes ao centro espacial em uma parceria inédita com o International Space Academy.
Larissa Moura, que estudou na escola Mater Christi, em Mossoró (RN), também esteve entre os viajantes e já na universidade cursando veterinária se anima com a possibilidade de trabalhar no setor espacial no futuro, na área que envolve microbiologia. Já Pedro Procópio, ex-aluno do colégio São Francisco Xavier, que pequeno tinha o sonho de ser astronauta, diz que essa foi uma oportunidade única de aprimorar os conhecimentos sobre engenharia e agregar habilidades ao currículo de mecânica, curso que realiza atualmente em São Paulo (SP). “Foi uma experiência única e que ainda me trouxe uma oportunidade de estágio para trabalhar no International Space Academy, nos Estados Unidos”, conta.
Ao fim da experiência, os jovens tiveram que usar todo o conhecimento adquirido ao longo de uma semana para apresentar projetos aos especialistas dos programas de exploração espacial e “New Space”.
Também participaram da viagem professores e diretores de escolas brasileiras. Para Jorge Cezar, educador do Instituto Alpha Lumen, a experiência é enriquecedora para os alunos, tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional. “Essa é uma vivência sem igual e que com certeza abrirá portas para os estudantes, principalmente para aqueles que têm o sonho de estudar em uma universidade internacional”, diz.
O intercâmbio de cinco dias planejado pela International School incluiu workshops e treinamentos com profissionais de diferentes áreas, o que também contribuiu para o desenvolvimento do inglês, que os jovens aprenderam ainda na escola. “Estamos muito contentes em proporcionar essa experiência para alunos e ex-alunos de escolas parceiras da IS. Falar inglês fluentemente é a chave para abrir muitas portas e essa pode ser uma delas. Estamos descobrindo que ser astronauta não é um sonho impossível”, comemora Ulisses Cardinot, CEO da International School.
Sobre a International School
A International School é líder do setor de ensino bilíngue no Brasil, com mais de 360 escolas parceiras e 150 mil estudantes em todo território nacional. Desenvolvido por Ulisses Cardinot, o programa promove a educação bilíngue através de uma metodologia integrada a todas as outras disciplinas do currículo, que hoje é referência no país. O programa tem também o selo do Prêmio Top Educação, escolhido durante seis anos consecutivos como o melhor sistema de ensino bilíngue do país.
Sobre o KSCIA
O KSCIA – International Space Academy, é um Centro de Pesquisa Educacional Espacial (Space Education Research Center) especializado no desenvolvimento de programas educacionais ao redor do mundo, com sede no Space Life Science Laboratory localizado no Exploration Park (Parque de Exploração Espacial). O KSCIA é pioneiro na área de Educação Espacial. Os programas do KSCIA têm como pilares o STEM (Science, Technology, Engineering, Math). Estes pilares se unem ao presente, passado e futuro da exploração espacial criando um ambiente inovador, desafiador, motivando os alunos a ampliarem exponencialmente o conhecimento sobre o novo programa Espacial “New Space” e as áreas da Ciência e Tecnologia.

