
O México realizou no ultimo domingo, 2, a maior eleição de sua história. 98 milhões de mexicanos foram às urnas para a escolha de presidente, 128 senadores e 500 deputados, além de sete governadores (dos estados de Chiapas, Cidade do México, Guanajuato, Jalisco, Morelos, Puebla e Yucatán).

Durante campanha
Nos resultados preliminares, Claudia Sheinbaum, da coalizão governista Vamos Continuar Fazendo História, somava mais de 58% dos votos no início da apuração. A maioria dos institutos de pesquisa do México deu como certa a vitória de Sheinbaum, que tem perfil progressista e é do partido Morena, o mesmo do atual presidente Andrés Manuel López Obrador, considerado de centro-esquerda e que governa o México desde 2018. Com a vitória, o povo mexicano elege a primeira mulher para presidir o país.

Quem é Claudia Sheinbaum?
Claudia é apadrinhada pelo atual presidente Andrés Manuel López Obrado. Antes de entrar na política, a candidata favorita construiu uma carreira acadêmica: formou-se em física pela Unam (uma das universidades mais prestigiadas do México), e fez pós-graduação em engenharia ambiental. Ela também fez pós-doutorado na Universidade da Califórnia em Berkley, nos Estados Unidos e participou do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU (IPCC) que ganhou um Prêmio Nobel da Paz em 2007.
Em novembro de 2023, ela anunciou seu novo casamento com Jesús Tarriba, seu namorado de faculdade, com quem se reencontrou pelo Facebook, em 2016.
Durante seus anos como estudante, Sheinbaum foi politicamente ativa e até organizou uma greve contra o aumento de mensalidades, em 1987. Para ela, essa é uma tradição familiar: os pais eram esquerdistas e estiveram envolvidos nas manifestações de 1968 no México (os protestos estudantis na Cidade do México naquele ano tomaram uma grande proporção, até que policiais mataram cerca de 300 pessoas em uma praça, poucas semanas antes de começarem os Jogos Olímpicos que aconteceram lá).

