O advogado Crespo foi morto por 11 tiros quando saiu do TJ do Rio de Janeiro
Rodrigo Crespo Marinho, foi morto dia 26 de fevereiro desse ano, na Avenida Marechal Câmara, no Centro do Rio, estudava entrar para o negócio de cassinos on-line. Rodrigo chegou a reclamar que havia perdido “clientes importantes de seu escritório.”

Ele atuava no caso da ilha que foi tomada do jogador Richarlison pelo advogado Willer Thomáz, amigo do Flávio Bolsonaro.
Flavio entrou na história porque visitou o imóvel quando a negociação com a empresa de Richarlison já estava em andamento e, segundo relato do antigo possuidor, demonstrou interesse em comprá-lo.
Posteriormente, voltou ao local acompanhado de Willer Tomaz, seu amigo de longa data.
As visitas levaram a empresa ligada ao jogador a indicar o senador como testemunha em uma das ações. Flávio nunca foi parte no processo e afirmou que não teve participação na disputa pelo imóvel.
Rodrigo Marinho Crespo apareceu nos registros judiciais como representante da WT Administração em um dos processos da disputa.
À época de sua morte, Willer Tomaz afirmou que Crespo era associado de outro escritório e havia sido substabelecido no processo, mas que não teria praticado atos na causa.
Assassinato teve três condenados
Crespo foi assassinado a tiros em 26 de fevereiro de 2024, no Centro do Rio de Janeiro.
Em março deste ano, três homens foram condenados a 30 anos de prisão cada um pelo homicídio.
Segundo a tese apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e acolhida pelo júri, o crime teve motivo torpe relacionado à atuação profissional da vítima e a interesses de uma organização criminosa ligada a jogos de apostas on-line.
As investigações apontaram ainda que a rotina do advogado foi monitorada antes da execução
Disputa por mansão envolve Richarlison e amigo de Flávio
O caso citado na publicação envolve uma disputa judicial por uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, em Angra dos Reis. De um lado estava a Sport 70 Intermediação de Negócios, empresa ligada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco.
Do outro, a WT Administração de Imóveis e Bens, ligada ao advogado Willer Tomaz.
A empresa de Richarlison sustentava ter adquirido regularmente a propriedade.
Tomaz, por sua vez, afirmava possuir direitos sobre a ocupação do imóvel com base em contratos anteriores. Em maio de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro favorável à empresa ligada a Tomaz.


