Em Perdizes, alunos chineses ajudam recém-chegados na adaptação ao idioma e à rotina escolar
Quando chegou ao Poliedro Colégio, em Perdizes, aos 12 anos, Rodrigo Ye enfrentava um desafio que ia além da adaptação a uma escola nova. Embora já estivesse no Brasil, ainda tinha dificuldades com a língua portuguesa. A pouca interação com os colegas e a timidez acentuada também dificultavam sua comunicação e participação na rotina escolar. Ao mesmo tempo em que acompanhava as aulas, precisava aprender a se comunicar em um novo idioma.
Desde sua chegada, a presença de alunos de origem chinesa no colégio aumentou. Atualmente, são 22 estudantes, distribuídos entre o Ensino Fundamental, Anos Iniciais e Anos Finais, e o Ensino Médio. Com o tempo, essa comunidade passou também a desempenhar um papel importante na adaptação de quem chega.
A experiência levou a unidade a desenvolver estratégias específicas para esses estudantes. Entre as medidas adotadas estão a contratação de tradutor para apoiar, especialmente nos Anos Iniciais, os estudantes recém-chegados da China nos primeiros contatos com a língua portuguesa e com a rotina escolar; o uso de recursos tecnológicos de tradução simultânea como apoio à comunicação; ações de aproximação e integração com outros estudantes, favorecendo a criação de vínculos e o engajamento na comunidade escolar; o apoio de colegas que já possuem maior domínio da língua portuguesa em situações específicas da rotina acadêmica; e aulas no período da tarde voltadas à aprendizagem do português, ao reforço dos conteúdos e à adaptação acadêmica. A proposta é reduzir os impactos da barreira linguística no aprendizado e facilitar a integração à rotina escolar.
“Quando recebemos os primeiros alunos chineses, percebemos que o desafio não estava apenas no idioma. Era preciso ajudá-los a compreender uma nova dinâmica escolar, criar vínculos e, ao mesmo tempo, garantir condições para que acompanhassem as aulas. Ao longo dos anos, fomos aprendendo com esses estudantes e estruturando esse acolhimento. Hoje, quem já passou por essa experiência também acaba ajudando quem está chegando”, afirma Rafael de Paula Aguiar Araújo, Diretor Geral dos Colégios Poliedro de São Paulo.
Esse apoio passou a acontecer também de maneira espontânea entre os próprios estudantes. Alunos chineses que já dominam o português e conhecem a dinâmica do colégio ajudam os recém-chegados na comunicação, na compreensão da rotina e na aproximação com os demais colegas. Essa rede de apoio é fortalecida por estratégias de interação promovidas pela Coordenação e pela Orientação, que, por conhecerem os estudantes veteranos e seus perfis, conseguem aproximá-los dos recém-chegados, favorecendo a integração, a comunicação e a adaptação à rotina escolar.
A trajetória de Rodrigo Ye ajuda a dimensionar essa mudança. Ao longo de sua trajetória no Poliedro, o estudante apresentou um crescimento muito significativo. Hoje, possui excelente desempenho acadêmico, participa ativamente das aulas e demonstra segurança e autonomia na rotina escolar. Sua evolução com a língua portuguesa também foi expressiva: atualmente, comunica-se com muita desenvoltura, compreende plenamente as aulas e interage naturalmente com professores e colegas, demonstrando um domínio avançado do idioma. Na 2ª série do Ensino Médio, já começa a vivenciar a preparação para os vestibulares, embora ainda não tenha definido qual curso ou área pretende seguir no Ensino Superior.
“Quando cheguei, não entendia português e tudo era muito diferente para mim. Aos poucos, fui aprendendo a língua, entendendo melhor as aulas e conseguindo me comunicar com os colegas. Hoje, quando vejo outros alunos chineses chegando, consigo entender o que eles estão passando e me aproximo para ajudar, seja na comunicação, na rotina do Colégio ou na integração com os outros alunos.” conta Rodrigo Ye.
A presença desses estudantes ocorre em uma cidade que concentra parcela significativa da comunidade chinesa no país. Segundo estimativa do Consulado-Geral da China em São Paulo, cerca de 280 mil chineses e descendentes vivem no Brasil, dos quais aproximadamente 70% estão no estado de São Paulo, principalmente na capital. Em 2022, quando o Poliedro assumiu a unidade de Perdizes, o Colégio contava com 7 estudantes de origem chinesa. Desde então, esse número cresceu de forma significativa e, atualmente, são 22 estudantes matriculados, mais do que triplicando a presença dessa comunidade na unidade em quatro anos.
Para a unidade de Perdizes, a experiência acumulada nos últimos anos fez com que a chegada de novos estudantes deixasse de representar uma situação inédita. A estrutura criada pela escola e a presença de colegas que já passaram pelo mesmo processo formaram uma rede que ajuda a diminuir as barreiras iniciais de idioma e adaptação, transformando quem um dia precisou ser acolhido em referência para os próximos alunos.
Sobre o Colégio Poliedro
Com Escolas Próprias em São José dos Campos, São Paulo e Campinas, o Colégio Poliedro já beneficiou mais de 20 mil estudantes ao oferecer uma educação integral que vai muito além da sala de aula.
Fundamentado em uma metodologia de excelência, baseada na formação acadêmica e humana, no apoio pedagógico e na tecnologia, o Poliedro desenvolve o aprendizado para a vida toda, potencializando competências e formando cidadãos atuantes que farão a diferença na construção de um mundo melhor. Para mais informações, acesse o site.

