Criado no Colégio Visconde de Porto Seguro, Super Trunfo – Mineral Tech une Ciências, programação e sustentabilidade e conquistou o 1º lugar no Prêmio Seymour Papert-Paulo Freire de Educação e Ciência 2026
O que minerais como lítio, cobre e silício têm a ver com celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos presentes no dia a dia? A pergunta foi o ponto de partida para alunos do 6º ano do Colégio Visconde de Porto Seguro transformarem conteúdos de Ciências em um jogo digital. O projeto Super Trunfo – Mineral Tech integrou pesquisa, programação e sustentabilidade e conquistou o 1º lugar no Prêmio Seymour Papert-Paulo Freire de Educação e Ciência 2026, na categoria Professor Escola Privada.
A iniciativa nasceu de um trabalho interdisciplinar entre as aulas de Ciências e Letramento Digital. Em Ciências, os estudantes pesquisaram minerais utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos, analisando aspectos como dureza, aplicações tecnológicas, distribuição geográfica e valor econômico. O trabalho também ampliou a discussão para os impactos ambientais da mineração e para a relação entre natureza e tecnologia, levando os alunos a refletirem, inclusive, sobre o avanço de tecnologias, como a inteligência artificial, pode ampliar a demanda por recursos minerais.
“Mais do que aprender a programar, a proposta era fazer com que os alunos percebessem a tecnologia como uma ferramenta para transformar o conhecimento que estavam construindo em Ciências. Eles precisavam pesquisar, selecionar informações, tomar decisões e pensar em como traduzir tudo isso para a lógica de um jogo. Nesse processo, a programação deixa de ser um fim em si mesma e passa a fazer parte da resolução de um desafio concreto”, afirma Guilherme Manarin, professor de Letramento Digital do Colégio Visconde de Porto Seguro.
A pesquisa ganhou uma aplicação prática nas aulas de Letramento Digital. Os estudantes utilizaram o Micro:bit e a plataforma MakeCode para transformar os dados pesquisados em um Super Trunfo digital. Na programação trabalharam conceitos como variáveis, números aleatórios e estruturas condicionais para fazer o jogo funcionar. Ao agitar o dispositivo, um dos sete minerais é sorteado para cada jogador, que pode escolher entre quatro atributos para o duelo: dureza na escala Mohs, funções na tecnologia, valor econômico ou distribuição geográfica. O vencedor de cada rodada conquista um ponto, e ganha a partida quem chegar primeiro a cinco pontos.
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O projeto também envolveu etapas de criação e experimentação para além da programação. Os alunos participaram do desenvolvimento do jogo e algumas famílias contribuíram com a impressão 3D de peças utilizadas na atividade, ampliando a conexão entre o aprendizado em sala de aula e a comunidade escolar.
Para Anna Carolina Salvador, professora de Ciências do Colégio Visconde de Porto Seguro, a interdisciplinaridade também contribuiu para aproximar conceitos científicos de questões presentes no cotidiano dos estudantes. “Quando eles entendem que os minerais estudados estão nos celulares, computadores e em tantos outros equipamentos que utilizam todos os dias, o conteúdo ganha outro significado. A partir daí, conseguimos ampliar a discussão para a origem desses recursos, os impactos da mineração e o descarte de resíduos eletrônicos. O jogo foi uma maneira de conectar esses conhecimentos e colocar os alunos em uma posição ativa durante a aprendizagem.”
Para os estudantes, o projeto também trouxe uma forma diferente de colocar em prática o que aprenderam nas duas disciplinas. “Antes do projeto, eu não imaginava quantos minerais diferentes existem dentro dos aparelhos que usamos todos os dias. Foi muito legal pesquisar sobre eles e depois usar essas informações para criar e programar o nosso próprio jogo. A gente foi testando, corrigindo e aprendendo durante o processo”, conta Luiza Moreira da Rocha Oliveira, estudante do 6º ano do Colégio Visconde de Porto Seguro.
Reconhecimento nacional
O Prêmio Seymour Papert-Paulo Freire de Educação e Ciência é uma iniciativa de abrangência nacional voltada ao reconhecimento de práticas pedagógicas inovadoras desenvolvidas por educadores de escolas públicas e privadas de diferentes regiões do Brasil. A premiação valoriza projetos que promovem novas abordagens de ensino e aprendizagem nas áreas de tecnologia, experimentos científicos e humanidades, considerando aspectos como o impacto positivo na aprendizagem e as evidências dos resultados alcançados. Em 2026, o Super Trunfo – Mineral Tech conquistou o 1º lugar na categoria Professor Escola Privada, colocando o projeto desenvolvido no Colégio Visconde de Porto Seguro entre as iniciativas reconhecidas nacionalmente pela premiação.
Esta não é a primeira vez que Guilherme Manarin é reconhecido pela premiação. Em 2023, o professor também conquistou o 1º lugar no Prêmio Seymour Papert-Paulo Freire representando o Colégio Visconde de Porto Seguro, reforçando o histórico de projetos desenvolvidos pela instituição que aproximam tecnologia e práticas pedagógicas.
Sobre o Colégio Visconde de Porto Seguro
Fundado em 1878, o Colégio Visconde de Porto Seguro é uma das mais reconhecidas instituições de ensino internacional do Brasil. Com mais de 8 mil alunos matriculados anualmente, o Colégio atua da Educação Infantil ao Ensino Médio e conta com quatro campi, sendo três na capital paulista (Morumbi, Panamby e Vila Andrade) e um na cidade de Valinhos (SP). A instituição oferece uma formação plurilíngue e intercultural por meio de três possibilidades de currículo: Bilíngue, Internacional Alemão (Abitur) e International Baccalaureate® Diploma Programme (IB DP). Reconhecido oficialmente como Escola Internacional desde 2022 por acordo com o governo da Alemanha, o Porto alia excelência acadêmica a uma visão global, preparando estudantes para universidades de referência no Brasil e no exterior. O Colégio possui certificações de destaque, como o selo Exzellente Deutsche Auslandsschule (Escola Alemã de Excelência no Exterior), além de chancelas da Fundação Alemã Casa do Pequeno Cientista e da Rede de Escolas Associadas da UNESCO. Recentemente, em 2025, o Campus Panamby tornou-se oficialmente uma IB World School, integrando a prestigiada rede global do Diploma Programme.

