Uma denúncia nas redes sociais de professores das Escolas Municipais de Salvador causou espanto e indignação nos soteropolitanos. As crianças estão recebendo torradas ou biscoito “aviador” feito de amido de milho, com leite no café da manhã. Com isso, o prefeito de Salvador Bruno Reis ignora a importancia de uma alimentação saudável e nutriente para os 8.328 alunos entre 0 a 6 anos.
Prefeito diz ser vitima de Fake News
Prefeito diz ser vitima de Fake News
Após a denúncia, o prefeito de Salvador chamou de “Fake News” e muitos professores se manifestaram, indignadas, com a colocação do Prefeito Bruno Reis. O prefeito se referia a um vídeo, enviado por uma docente, que viralizou nas redes sociais questionando o baixíssimo valor nutricional da merenda.
Em coletiva na última terça-feira, 25 de agosto, o prefeito de Salvador afirmou que “as crianças e as mães amam a alimentação distribuída pelas escolas porque são saborosas e nutritivas, segundo ele, tem até “cachorro quente de carne moida”.
Prefeitura não atende a demanda de alunos em Salvador – 15 mil matrículas estão em instituições privadas conveniadas com a Prefeitura através de programas como o Pé na Escola, investigado pelo MPF e pelo MP-BA
Segundo o levantamento feito pelo IBGE, das 35.415 matrículas em creches na capital baiana, apenas 8.328 são de unidades administradas pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), comandada por Thiago Dantas.
Das matrículas restantes, 11.269 crianças, cerca de 31,82%, estão na rede privada, e 15.818 (44,66%) em instituições privadas conveniadas com a prefeitura através de programas como o Pé na Escola.
O programa “Pé na Escola”, criado durante o mandato do ex-prefeito ACM Neto, foi se estendendo, posteriormente, durante a gestão do atual prefeito Bruno Reis (União Brasil), e consiste no financiamento de vagas para Educação Infantil em parcerias com escolas privadas.
No entanto, o projeto é alvo de investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e do Ministério Público Federal (MPF) por suspeitas de repasses excessivos e possível processo de privatização da educação municipal.
Segundo nota do MPF, publicada no último dia 15 de junho, o ponto central da investigação é a possibilidade de que tenham ocorrido problemas na utilização de recursos federais vinculados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Escolas sem reformas
O que é observado durante o ano letivo são diversos problemas ligados a Secretaria de Educação, como escolas sem reformas com para os alunos , falta de aulas e falta de entrega dos kits na época certa.
Mães e professoras revoltadas
As mães e professoras se revoltaram com a qualidade da alimentação porque, como o próprio Bruno Reis afirmou na entrevista, “é de conhecimento da esfera municipal que várias das crianças só tem alimentação nas escolas pois advém de famílias muito humildes que não conseguem manter um ritmo alimentar digno em suas residências”.


