Alunos, professores e demais funcionários foram surpreendidos com o encerramento de academias Well, com atuações nos bairros de Amaralina, São Rafael, Cajazeiras 8, Pernambués e Rio Vermelho.

Nas cinco contas da Well no Instagram nenhum comunicado foi postado informando o enceramento das atividades. O CNPJ da empresa está em nome de uma única pessoa Eliete Couto Santana.
Profissionais de Educação Física e demais funcionários foram informados sobre o fechamento das unidades através de comunicados enviados em grupos de mensagem. Eles afirmam que a academia continuou a vender “planos anuais”, mesmo nos dias que antecederam o encerramento das atividades. Um grupo de ao menos 30 ex-funcionários diz que não recebeu aviso prévio, 13º proporcional, férias e multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Eles denunciam ainda que a rede não depositava o valor mensal referente ao FGTS há meses, além de atrasar os salários. “Estamos todos sem receber qualquer tipo de satisfação. Buscamos os responsáveis pela academia e não temos retorno sobre quando os valores serão pagos”, denuncia uma ex-funcionária, que prefere não se identificar por medo de represálias.
Atraso em aluguel e despejo
Um grupo de alunos reunido em frente à unidade da Well em Amaralina. Eles foram surpreendidos ao encontrar a academia fechada, na semana passada.
Os problemas financeiros da rede não são novidade. Em outubro do ano passado, a unidade da Well em Amaralina devia mais de R$ 1 milhão em aluguéis para o dono do imóvel onde a academia era instalada. O proprietário entrou na Justiça solicitando o despejo da academia, que não pagava o aluguel havia mais de uma ano, desde o fim do contrato, em junho de 2024.

