O desembargador afastado Dirceu dos Santos foi alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na segunda-feira, 29 de junho.

A ação investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro com ramificações no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O magistrado já estava sob análise do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido a movimentações patrimoniais de cerca de R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos. Segundo levantamento do órgão, os valores seriam incompatíveis com os rendimentos formalmente declarados.
Além de Dirceu dos Santos, a operação atingiu o deputado estadual Faissal Calil. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.
De acordo com a Polícia Federal, o objetivo é esclarecer a existência de uma estrutura voltada à comercialização de decisões e à ocultação de recursos ilícitos. Os envolvidos podem responder por corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
Dirceu dos Santos está afastado de suas funções desde março por determinação do CNJ. Na ocasião, foram abertas apurações sobre suspeitas de nepotismo cruzado e recebimento de vantagens indevidas.
Fonte: Metrópoles

