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Roda de conversa da peça “Cascavel” recebe, nesta quinta-feira, às 20h30, a delegada Raquel Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, e a advogada Valéria Cheque, que se destaca no combate ao cibercrime, violência virtual e fake news

A delegada Raquel Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, e a advogada Valéria Cheque, que se destaca no combate ao cibercrime, violência virtual e fake news, participam da roda de conversa do espetáculo “Cascavel”, com as atrizes Carol Cezar e Fernanda Heras. O encontro será nesta quinta-feira (19/08), às 20h30, no perfil da peça no Instagram (@cascavelapeca). Raquel Gallinati foi a primeira delegada do Estado de São Paulo nomeada diretora da ADEPOL do Brasil. É coautora das obras jurídicas “Combate à Violência Contra a Mulher – medidas protetivas – Lei Maria da Penha”; “Lei Maria da Penha – Comentários artigo por artigo e estudos doutrinários”, entre outras. Valéria Cheque é especialista em Direito digital e compliance, e tem sólida atuação com temas relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

A peça “Cascavel”, que encerra temporada neste domingo (22/08), foi escrita pela inglesa Catrina McHugh, em 2015, para colocar em cena os horrores do feminicídio. Dirigido por Sérgio Ferrara, o espetáculo ganhou sua primeira montagem brasileira e está em cartaz pela plataforma Sympla, com as atrizes Carol Cezar e Fernanda Heras, que expõem os diferentes tipos de abuso possíveis em um relacionamento. A obra pode ser vista diariamente, a qualquer horário – o espectador terá acesso a uma gravação realizada em julho no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro. Baseada em histórias reais, a montagem é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, MXM Sistemas e Serviços de Informática, Top Down Consultoria de Projetos, Carelink Consultoria em Saúde e Sistemas de Informática, Bedois Consultoria e Corretora de Seguros e Norte a Sul Corretora de Seguro, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.

“Cascavel” foi originalmente desenvolvida como parte de um programa de treinamento para aumentar a conscientização de policiais da cidade de Durham, no nordeste da Inglaterra, local onde as mulheres não tinham voz. A lei do Reino Unido foi alterada em 2015 para tornar o controle coercitivo em relacionamentos um crime. É a primeira vez que o espetáculo é montado fora da Grã-Bretanha. Sem linearidade, com cenas que intercalam o passado e o presente, o texto é construído a partir de depoimentos das duas personagens.

“A peça detalha o comportamento de James com Suzy e Jen, as manipulações que levam as personagens a viverem com dúvidas e inseguranças e o desfecho desses relacionamentos. É importante lembrar que a violência que uma mulher sofre não termina quando o agressor é preso ou afastado. Ela, muitas vezes, tem que lidar com as sequelas daquela agressão ainda por um longo período. A gente quer que as espectadoras possam olhar para aquelas cenas e sentirem que têm voz.”, comenta a atriz Carol Cezar.

Segundo a Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340, de 7 de agosto de 2006), existem cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. A história de “Cascavel” mostra ao público diferentes maneiras que essa violência pode se manifestar e como afeta a vida das duas personagens. “Além da violência física, há muitos outros tipos de abuso pelos quais a gente passa e só vai entender muito tempo depois. Os danos psicológicos são enormes. A sensação é de perda de autoestima e de que a nossa personalidade vai desaparecendo. Como ficam essas mulheres depois de passar por isso? Esse é um conflito universal”, acrescenta a atriz Fernanda Heras.

Este é o quarto espetáculo em que Fernanda e Carol dividem a cena. Já estiveram juntas em “A hora perigosa” (2014), “A Serpente” (2017/2018) e “Amor é química” (2019). Pela primeira vez, a dupla, que também é responsável pela produção, trabalha com o premiado diretor e psicólogo Sérgio Ferrara. “Acho importante esse papel antropológico que o teatro também pode ter, de pesquisa de temas sociais. Tenho pensado muito no teatro como representação do indivíduo, da sociedade e da comunidade. Procuro textos que nos permitam refletir sobre a exclusão social para exercer também o meu papel de cidadão por meio do teatro”, comenta Ferrara. “Pelo lado artístico, “Cascavel” é uma peça muito instigante: tem uma carpintaria teatral ágil, o texto flui, a dramaturgia propõe um jogo teatral interessante, no qual as personagens podem viver várias facetas do que elas passaram. Acredito, assim como a autora Catrina McHugh, que a gente só vai conseguir mudar o mundo a partir das nossas histórias”, acrescenta o diretor.

Serviço:

Cascavel

Roda de Conversa com a delegada Raquel Gallinati e a advogada Valéria Cheque

Dia e horário: quinta-feira (19/08), às 20h30, no perfil da peça no Instagram (@cascavelapeca).

Temporada do espetáculo: 29 de julho a 22 de agosto

Dias e horários: Diariamente, a qualquer horário.

Ingressos: Gratuitos, com contribuição solidária a partir de R$ 10 para o Instituto Maria da Penha

Link: https://www.sympla.com.br/produtor/cascavel

Tempo de duração: 50 minutos

Classificação etária: 14 anos

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POR: Rita Moraes
Publicado em 17/08/2021