Conexão InConexão InConexão In
Font ResizerAa
  • Home
  • Institucional
  • Notícias
    • Carros
    • Cotidiano
    • Deu o que falar…
    • Esportes
    • Geral
    • Mercado
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Destaques
  • Entretenimento
    • Cultura
    • Gastronomia
    • Luxo
    • Sociedade
  • Mundo
  • Política
  • Regiões
    • São Paulo Capital
    • Centro-Oeste
    • Nordeste
    • Norte
    • Sudeste
    • Sul
  • Vídeos
Reading: Quilombos titulados desmatam até 55% menos em países da Amazônia
Compartilhar
Font ResizerAa
Conexão InConexão In
Buscar
  • Home
  • Institucional
  • Notícias
    • Carros
    • Cotidiano
    • Deu o que falar…
    • Esportes
    • Geral
    • Mercado
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Destaques
  • Entretenimento
    • Cultura
    • Gastronomia
    • Luxo
    • Sociedade
  • Mundo
  • Política
  • Regiões
    • São Paulo Capital
    • Centro-Oeste
    • Nordeste
    • Norte
    • Sudeste
    • Sul
  • Vídeos
Destaques

Quilombos titulados desmatam até 55% menos em países da Amazônia

Rita Moraes
Rita Moraes
Publicado 1 de agosto de 2025
Compartilhar
Compartilhar

 

Os territórios quilombolas em quatro países amazônicos podem ser, agora, oficialmente considerados como guardiões da floresta – fenômeno similar ao que já acontece nos territórios indígenas. Estudo inédito da organização Conservação Internacional, publicado ontem (22) na revista Communications Earth and Environment, do grupo Nature, revela que o desmatamento em territórios afrodescendentes titulados no Brasil, Colômbia, Equador e Suriname, têm taxas de 29% a 55% menores do que áreas similares.

 

“Os povos afrodescendentes das Américas serviram por muito tempo como guardiões do meio ambiente sem reconhecimento nem compensação, inclusive, a maioria de seus territórios nem sequer está formalmente reconhecida”, lamenta Martha Cecilia Rosero Peña, Ph.D., diretora de Inclusão Social na Conservação Internacional. “No entanto, a evidência é indiscutível; o mundo tem muito a aprender com suas práticas de gestão territorial.”

 

O estudo compara quilombos titulados de todos os biomas dos quatro países latinoamericanos com áreas parecidas, exceto territórios indígenas. “São áreas fora dos territórios quilombolas que apresentam características mensuráveis semelhantes, incluindo cobertura florestal inicial, uso e proteção da terra, tempo de viagem até cidades, elevação, entre outros”, explica Sushma Shrestha, diretora de Ciência Indígena, Pesquisa e Conhecimento na Conservação Internacional e principal autora do artigo.

 

No Brasil, apenas 4,3% da população quilombola reside em territórios titulados segundo dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população total quilombola do país, o que inclui territórios não titulados, é de 1,32 milhão de pessoas, ou 0,65% do total de brasileiros.

 

De acordo com o levantamento da Conservação Internacional, além do desmatamento menor, esses territórios latinoamericanos têm maiores quantidades tanto de biodiversidade quanto de carbono irrecuperável (o carbono armazenado em ecossistemas naturais que, se perdido, não pode ser recuperado em menos de 30 anos). Mais da metade dessas terras (57%) estão entre os 5% de áreas mais biodiversas do planeta – no Equador, esse índice chega a 99%. Ao todo, esses territórios quilombolas armazenam mais de 486 milhões de toneladas de carbono irrecuperável, o que torna sua preservação, sob gestão das comunidades, essencial para prevenir os efeitos mais graves das mudanças climáticas.

 

O artigo é a primeira pesquisa que combina dados estatísticos, espaciais e históricos para quantificar o papel dos povos afrodescendentes na proteção da natureza. A pesquisa é publicada após o reconhecimento formal do ano passado pela Convenção sobre Diversidade Biológica na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP16), sobre o papel vital que pessoas afrodescentes possuem na conservação da biodiversidade e nas metas de conservação global. A sua divulgação acontece enquanto o Brasil se prepara para sediar a cúpula climática da ONU (COP30), colocando o foco internacional no papel das Américas diante das mudanças climáticas.

 

 

Mapas do estudo mostram concentração de biodiversidade (á esquerda) e carbono irrecuperável nas terras quilombolas pesquisadas. Imagens: Afro-descendant lands in South America contribute to biodiversity conservation and climate change mitigation. Commun Earth Environ 6, 458 (2025).

 

As descobertas do estudo ressaltam uma lacuna. Embora quase uma em cada quatro pessoas na América Latina se identifique como afrodescendente, esses povos estão sub-representados em fóruns ambientais globais, incluindo as cúpulas de clima e biodiversidade da ONU, onde são definidas políticas, financiamento e decisões de liderança.

 

“Durante séculos, as comunidades afrodescendentes têm gerido paisagens que sustentam tanto as pessoas quanto a natureza, no entanto, suas contribuições continuam sendo e grande parte invisíveis”, lamenta Shretha. “Esta pesquisa deixa claro que sua gestão ambiental não é apenas histórica. Está em curso e deve ser reconhecida, apoiada e tomada como exemplo.”

 

O estudo faz um chamado à adoção de medidas similares às que ainda são necessárias para os povos indígenas e comunidades locais, cujas contribuições para a conservação e direitos sobre a terra seguem sem ser plenamente reconhecidas, apesar da sólida evidência científica existente. A recomendação da organização é que esses territórios quilombolas sejam reconhecidos, que exista mais pesquisa e financiamento para apoiar os afrodescendentes e seu trabalho de conservação e que as práticas sustentáveis desses povos sejam integradas pelas políticas climáticas e de biodiversidade globais.

 

“As comunidades afrodescendentes protegem ecossistemas críticos. Este estudo pioneiro quantifica seu impacto e demonstra que justiça, segurança da posse da terra e ganhos em biodiversidade estão alinhados. As negociações globais que buscam impacto real deve colocar a liderança afrodescendente no centro, e o Fórum Permanente as apoia para garantir esse espaço”, disse o Embaixador Martin Kimani, Presidente do Fórum Permanente da ONU para Pessoas de Ascendência Africana.

 

“A titulação coletiva de terras para comunidades afrodescendentes é um mecanismo comprovado e eficaz para a conservação ambiental, contribuindo significativamente para a preservação de ecossistemas estratégicos na América Latina e no Caribe”, disse Angélica Mayolo, ex-ministra da Cultura da Colômbia e bolsista MLK na Iniciativa de Soluções Ambientais do MIT, originária do centro afrodescendente de Buenaventura, Colômbia.

 

A pesquisa foi realizada pela Conservação Internacional, em colaboração com a Iniciativa de Soluções Ambientais do MIT, o Smithsonian Environmental Research Center, a Universidade da Flórida e a Universidade de Nova York.

 

Crédito: Infoamazonia*

*a autorização para republicação do conteúdo se dá mediante publicação na íntegra, com crédito e redirecionamento (link) para a publicação original. O InfoAmazonia não se responsabiliza por alterações no conteúdo feitas por terceiros.

Você Pode Gostar

RODRIGO SANTORO VIVE VILÃO E CAI NA PORRADA EM TRÊS HORAS PARA VIVER
SUS realiza 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre e cresce 8% em relação a 2025
O site da Amazônia que deixou de cobrir eleições por medo de morrer
Nordeste amplia liderança nacional na expansão do crédito e reforça ambiente favorável ao crescimento econômico
VLT de Salvador e Região Metropolitana avança com início da viagem teste da Parada Marisqueiras até Itacaranha
Últimas notícias da Semana
Links da Semana

Executivos da companhia participam de painéis interativos para debater investimentos em infraestrutura e o fortalecimento de parcerias estratégicas no mercado corporativo

Rita Moraes
Rita Moraes
16 de setembro de 2026
Ideias de looks para o Natal e Réveillon
Artigo: Dia da Consciência Negra para todos, por Luana Génot
Combo de Lançamento: LG abre pré-venda dos novos monitores gamer UltraGear OLED
Quando o desejo é brincar de Amigo Secreto, nada melhor do que apenas curtir e se divertir, deixando toda a administração da brincadeira para um site que faz tudo e o melhor, de graça!
- Anúncio-
Ad image
- Anúncio-

Você Pode Gostar

Destaques

Governo Federal anuncia a demarcação de 668 mil hectares para Unidades de Conservação na Amazônia

9 de setembro de 2026
Destaques

Brasil tem a menor taxa de analfabetismo entre idosos

9 de setembro de 2026

Estado da Bahia entrega modernização do Colégio de Tempo Integral Paulo Freire em Salvador

9 de setembro de 2026
Destaques

Parada do Orgulho LGBT+ Bahia reúne milhares na Barra e anuncia novidades para 2027

8 de setembro de 2026

Sobre Nós

O Conexãoin é um portal de notícias criado pela jornalista Rita Moraes, que conecta o público às principais informações da Bahia, do Brasil e do mundo. Lançado em 2017, destaca-se pela cobertura objetiva, equipe experiente e forte presença digital. Fique conectado com a notícia.
Acesso Rápido
  • Cultura e entretenimento
  • Destaques
  • Esportes
  • Mundo
  • Política
  • Turismo
Executivos da companhia participam de painéis interativos para debater investimentos em infraestrutura e o fortalecimento de parcerias estratégicas no mercado corporativo
“É do banco”: como golpistas estão usando ligações e mensagens para fazer você entregar seu dinheiro
Experimente o inesperado: O Boticário apresenta campanha inédita com fitas olfativas que revelam prêmios
Prêmio ICL de Jornalismo 2026 anuncia comissão julgadora e recebe inscrições até 30 de outubro

Contatos

  • Salvador-Bahia
  • (71) 99980-2901
  • moraes.rita1@gmail.com
© Copyright 2026| Todos os Direitos Reservados - Feito com ❤ por R2 Sites