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O reencontro entre pai e filha, em sua condição espectral, revela não apenas o que não foi vivido, mas também o eco de um Brasil que insiste em se reinventar apesar do abandono. “Praia do Silêncio é o registro da incomunicabilidade entre pai e filha. O horizonte de um país na era das expectativas decrescentes. Um filme sobre solidão, tristeza, culpa e arrependimento, mas também sobre os sonhos que, mesmo atropelados pelo tempo, não envelhecem. O reencontro entre pai e filha é apenas uma projeção daquilo que poderia ter sido e não foi — como ondas que retornam incessantes, arrastando consigo os fantasmas do passado e a promessa utópica de um futuro que não se realizou.” explica o diretor Francisco Garcia.
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