Se a sensação é de que o cabelo ficou mais rebelde nas últimas semanas, não é impressão. A chegada do outono costuma trazer um tipo de frizz diferente daquele típico do verão, mesmo em dias secos e sem umidade. A combinação de temperaturas mais baixas, vento, banhos mais quentes e queda da umidade do ar cria o cenário perfeito para a eletricidade estática, deixando os fios mais arrepiados, opacos e difíceis de controlar.
Segundo Tati Cordeiro, criadora do MegaHairInvisível e especialista em cabelos, o ressecamento é o grande responsável pelo fenômeno. “No verão o frizz está muito ligado à umidade e ao suor. Já no outono, ele aparece porque o fio perde água e fica leve demais. Esse cabelo mais ressecado ganha eletricidade estática e qualquer vento levanta os fios”, explica.
A mudança na rotina também contribui para o problema. O aumento da temperatura da água no banho e o uso mais frequente de secador e chapinha intensificam a perda de hidratação, deixando o contraste entre raiz e comprimento ainda mais evidente. “Muitas pessoas percebem que o cabelo parece mais ralo e sem movimento nessa época. Na maioria das vezes, não é queda excessiva, mas sim ressecamento e quebra que reduzem o volume visual”, afirma a especialista.
Esse cenário costuma aumentar a busca por tratamentos de reposição de massa, hidratações mais intensas e soluções que devolvam densidade e movimento aos fios. “O outono é um período em que cresce a procura por procedimentos que devolvem volume e naturalidade ao cabelo, porque o visual tende a ficar mais sem vida”, diz Tati.
Para quem utiliza alongamentos, os cuidados precisam ser redobrados, já que as extensões também sofrem com o clima seco. A especialista recomenda reforçar a hidratação, evitar dormir com os fios úmidos e manter as manutenções em dia para preservar a saúde do cabelo natural e a durabilidade das mechas. “Quando bem cuidado, um cabelo com alongamento vai manter o seu movimento, o volume e a naturalidade mesmo durante a estação mais seca do ano”, conclui.

