O consumidor brasileiro está repensando a forma de adquirir smartphones, tablets e outros eletrônicos. Em vez de recorrer ao crediário ou financiamento, modalidades que encarecem o produto final com juros elevados, optar pelo consórcio tem se mostrado uma alternativa para o planejamento financeiro, refletindo uma mudança no comportamento de quem prioriza economia e acesso a produtos de qualidade sem sobrecarregar o bolso com custos tradicionalmente associados ao crédito.
Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) revelam aumento no consórcio de eletros por mais um ano, com alta de 141,3% em créditos comercializados em 2025, superando os 124,8% atingidos em 2024, com telefones celulares liderando a lista de interesses, quando comparado a outros tipos de bens móveis e duráveis disponíveis. Com o rendimento médio real do trabalhador brasileiro em R$ 3.652, segundo o IBGE, adquirir um novo aparelho focando no custo- benefício tem sido cada vez mais difícil. Especialistas preveem um aumento de 20% no valor de venda ainda este ano.
Ariane Scacalossi, especialista em consórcios do Klubi, única fintech autorizada pelo Banco Central a operar como administradora de consórcios, explica a tendência de migração para o consórcio. “A preferência pela modalidade acontece porque, hoje, o consumidor está mais consciente dos custos reais do crédito e está trocando imediatismo por previsibilidade. O consórcio não cobra juros, somente taxa de administração, e permite acesso mais facilitado ao bem desejado”, diz.
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) referente ao mês de março de 2026, 80,4% das famílias estão endividadas, renovando a série histórica. Dessas dívidas, 29,6% estão em atraso. Esse cenário é puxado principalmente pelo crédito ao consumo — cartão, crédito pessoal e outras linhas com juros elevados, que frequentemente ultrapassam 50% ao ano, pressionando o orçamento e alimentando um ciclo de endividamento.
O consórcio se torna atrativo ao dar poder de compra à vista após a contemplação, sem surpresas com juros que acabariam aumentando o gasto total final do smartphone. “Ao receber o valor referente à carta de crédito, a possibilidade de negociar descontos direto na loja, por meio do pagamento à vista, e escolher qualquer modelo que se encaixe na faixa de preço são vantagens que o consumidor pode aproveitar, exemplificando benefícios que o consórcio traz”, comenta Ariane.
Além disso, de acordo com a especialista do Klubi, o consórcio se revela mais acessível para quem tem restrições de crédito, já que a análise de aprovação é menos rigorosa, permitindo que negativados também participem e possam ter a chance de realizar o sonho.
À medida que o consumidor busca alternativas mais inteligentes de consumo, o consórcio de eletroeletrônicos se consolida não apenas como uma opção de economia, mas como um instrumento de planejamento financeiro que reúne responsabilidade ao desejo de ter os últimos lançamentos tecnológicos em mãos.
Sobre o Klubi
O Klubi é a única fintech autorizada pelo Banco Central a operar como administradora de consórcios no Brasil. Fundado em 2020 por Eduardo Rocha, nasceu com a proposta de modernizar o setor e ampliar o acesso ao crédito no país. Combinando tecnologia e eficiência operacional, oferece uma experiência digital robusta e é líder em avaliações no segmento. É criador da Compra Planejada de celular, o maior consórcio de eletrônicos do Brasil. Seus produtos são distribuídos em parceria com grandes players, como Vivo, Localiza, C6 Bank, PicPay, Neon, Cyrela, CVC, OLX, iCarros e 99. Com crescimento acelerado e forte tração no mercado, atraiu investidores de peso, entre eles Igah Ventures, L4 Venture Builder, Vivo Ventures e Parallax Ventures, além de nomes como Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas (99), Guilherme Bonifácio (iFood) e Elie Horn (Cyrela). |