A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (12), Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, em uma ação que investiga um esquema de fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
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O empresário Maurício Camisotti, suspeitos de articular as fraudes, também foi preso na Operação Cambota, que é um desdobramento da Operação Sem Desconto.
Além disso, os agentes cumprem mais 13 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo e no Distrito Federal.
A operação apura os crimes de impedimento ou embaraço de investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio, além da possível obstrução da investigação por parte de alguns investigados.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Federal, Antônio Carlos Camilo Antunes declara sua ocupação profissional como “gerente” e renda mensal de R$ 24.458,23. As movimentações bancárias, no entanto, são declaradas como “muito superiores à sua hipotética renda”, segundo as investigações.
Segundo representação da PF entregue à Justiça, o “Careca do INSS” movimentou R$ 53,5 milhões provenientes de entidades sindicais e de empresas relacionadas às associações. Ele aparece no relatório como sócio de 21 empresas, sendo que ao menos quatro delas estão envolvidas e são utilizadas na ‘farra do INSS’.
Investigados
Segundo a PF, Antunes é o lobista apontado pela PF como “facilitador” do caso. Ele era um intermediário dos sindicatos e associações que receberam os valores indevidos e repassava parte deles a pessoas físicas e jurídicas. A corporação estima que, ao todo, o “Careca do INSS” repassou R$ 53 milhões a servidores do Instituto ou familiares e empresas ligadas a eles entre os anos de 2019 e 2024.
CPMI
Em 20 de julho, deputados e senadores devem instalar a CPMI (Comissão Parlamentar Mista) para investigar a fraude no INSS. O prejuízo estimado é de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, sendo R$ 4,1 bilhões apenas nos dois primeiros anos do atual governo.
Segundo a PF, mais de 4 milhões de beneficiários afirmam não ter autorizado os débitos.
O senador de oposição do governo, Carlos Viana (Podemos-MG) é o presidente, enquanto Alfredo Gaspar (União-AL) é o relator do colegiado, que tem 32 titulares, sendo 16 senadores e 16 deputados.

