Depois de quase três décadas se expressando musicalmente, com composições interpretadas por nomes como Gal Costa, Margareth Menezes e Mônica Salmaso, o premiado cantor, compositor e produtor Péri (@periandro) estreia na literatura com o livro “Poesias Vermelhas”. A noite de lançamento será nesta quinta-feira, 07 de agosto, às 19h, na Bibla Livraria e Cafeteria, na Vila Madalena (SP), com direito a performance poética, leitura ao vivo e sessão de autógrafos.

Com 33 poemas intensos e profundamente pessoais, a publicação é um mergulho nas palavras que não cabem na música, ou que, segundo o autor, “só a poesia pôde suportar”. “Escrevi tudo entre 2020 e 2021. Na pandemia, houve um momento em que a emoção era tanta que nem a música deu conta. Foi a poesia que me salvou.”
A poesia sempre esteve presente na vida de Periandro, mas o desejo de assumir-se poeta, fora da métrica das canções, chegou com força nos últimos anos. A escrita do livro aconteceu em silêncio, quase como um exercício secreto de libertação. Só agora, ao publicá-lo, ele dá voz a esse corpo novo que pede um palco diferente.
“Nunca fui de tatuar o corpo, mas se ‘Poesias Vermelhas’ fosse um corpo, eu tatuaria nele: meu sangue é vermelho e o seu também. Isso resume tudo. Gritaria essa frase em praça pública se pudesse.”
A epígrafe que abre o livro é de Augusto de Campos, nome fundamental da poesia concreta, que representa para Péri a pulsação da linguagem. “Foi lendo Augusto que compreendi que o verbo também respira. Ele me deu coragem de deixar a música de lado e confiar só no som das palavras”.
A escolha do título é simbólica: vermelho é a cor das bandeirolas das festas populares, das paixões, dos corpos em movimento, mas também do sangue, da resistência, da cicatriz política. Em sua estreia literária, Periandro não dissocia o corpo da poesia, nem a beleza do enfrentamento.
“Esse vermelho é meu. É desejo, mas também é luta. É o vermelho da vergonha e da coragem. Da nudez que a gente se permite diante da palavra.”
Os poemas transitam entre o íntimo e o social com uma escrita enxuta, sem floreios. São versos diretos, que provocam e acolhem ao mesmo tempo, como quem diz verdades no escuro. Para Periandro, o livro não nasce para entreter, ele nasce como necessidade vital. “Fiz esse livro pra mim. E me surpreendi com o quanto ele também é do outro.”
SOBRE O LIVRO
• Título: Poesias Vermelhas
• Autor: Periandro Cordeiro Nogueira
• Páginas: 33
• Preço: R$ 60
• Projeto gráfico: Rafael Nogueira
• Publicação independente
SOBRE O AUTOR
Periandro Cordeiro Nogueira, Péri, é baiano de Salvador e radicado em São Paulo desde 1991. Cantor, compositor e produtor musical, construiu uma carreira sólida ao longo de 14 álbuns e parcerias com grandes nomes da MPB. É vencedor do Troféu Caymmi, participou do Rumos Itaú Cultural, integrou coletâneas da Putumayo World Music, foi indicado ao Grammy Latino e circulou por festivais nos Estados Unidos e Europa. Agora, aos 58 anos, se reinventa como poeta, não como fuga da música, mas como expansão de voz. “Eu não deixei de ser músico. Só estou me permitindo ser poeta também. E isso está me dando uma alegria que eu não sentia há tempos.”
SOBRE O ARTISTA
Péri nasceu no bairro do Tororó, em Salvador, Bahia, Brasil, em 14 de setembro de 1965. Além de poeta, é cantor, compositor, produtor musical e, com o pseudônimo de Péri, tem 14 álbuns lançados, incluído o renomado Samba Passarinho, indicado ao Grammy Latino. Sua obra musical o destaca como um artista múltiplo. Péri foi vencedor dos prêmios Troféu Caymmi e Itaú Rumos Cultural, além de finalista do Prêmio da Música Brasileira e Prêmio TIM.
Radicado em São Paulo desde 1991, Péri (@periandro) construiu uma carreira artística que atravessa a música popular brasileira e a cena contemporânea. Já se apresentou ao lado de nomes como Luiz Melodia, Margareth Menezes, Elba Ramalho, Chico César e Zeca Baleiro. E possui várias das suas canções interpretadas por artistas como Gal Costa, Margareth Menezes, Mônica Salmaso, Jussara Silveira, Ceumar,, Bia Góes, Fattu Djakité e Eliana Printes, além de outros artistas, a exemplo de Ione Papas, Diogo Ramos, Carlos Navas, Zé Guilherme, Patricia Talen, Denise Melo e Ricardo Chaves.
Cantor, compositor, poeta e produtor, o artista passou pelos palcos afora do John Anson Ford Amphitheatre Hollywood | Los Angeles / Estados Unidos, Festival de Vic | Barcelona / Espanha e, no Brasil, em shows no Teatro Castro Alves, Concha Acústica, Memorial da América Latina, Sesc Pompeia, Biblioteca Mário de Andrade, Museu de Arte Moderna da Bahia. Também foi selecionado, por duas vezes, para coletâneas do selo internacional Putumayo.
Sua discografia é marcada por canções e letras que há quatro décadas embalam os diferentes sentimentos de sua época e composições, sendo composta pelos álbuns “A Cama e a TV” (1997); “Morda Minha Língua” (2001); “Ladainha” (2003); “Samba Passarinho” (2005); “Segundo Tempo” (2007); “Vibe (2009)”; “2012” (2012): “O Eterno Retorno” (2016): “O Bem do Mar (2019)”: “Eu e o Tempo (2021)”; “Canções Flutuantes – Volume 1 (2023); Canções Flutuantes – Volume 2 (2023); Canções Flutuantes – Volume 3 (2024) e Canções Flutuantes – Volume 4 (2025).
SERVIÇO
O quê:
Lançamento do livro “Poesias Vermelhas”
Com leitura performática, sessão de autógrafos e roda poética
Quando
07/08/25 – Quinta-feira, 19h
Onde
Bibla Livraria e Cafeteria – Vila Madalena/SP
Praça Professora Emilia Barbosa Lima, 58
Site oficial:
Instagram:
@periandro
Twiter:
@periandro
Facebook:
Péri
Revisão
Clarisse Stavola
Projeto gráfico:
Rafael Nogueira
Créditos imagens:
Rafael Nogueira

