O Ministério Público do Paraná divulgou novos detalhes sobre o caso envolvendo o padre Genivaldo Santos, investigado por diversos crimes em Cascavel, no Oeste do estado. Ele está preso desde agosto de 2025.
O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu que todas as acusações contra o religioso serão julgadas na comarca de Cascavel, atendendo a um recurso apresentado pelo MPPR.
Segundo a denúncia, o padre é acusado de 25 crimes contra 16 vítimas com idades entre 12 e 48 anos. Entre as acusações estão estupro de vulnerável, importunação sexual, violação sexual mediante fraude e tráfico de drogas. As investigações foram conduzidas pelo Nucria dentro da Operação Lobo em Pele de Cordeiro.
O religioso está preso preventivamente desde outubro de 2025 no Complexo Médico Penal de Cascavel. Além da condenação criminal, o Ministério Público também pede indenizações às vítimas por danos morais e materiais. Até o momento, a Justiça ainda não definiu a data do julgamento do caso.
Relembre o caso
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, em 25 de agosto de 2025, uma operação com o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra um padre, de 41 anos, investigado por crimes sexuais e outras irregularidades em Cascavel, no Oeste do Estado.

O inquérito policial foi instaurado em 16 de julho de 2025 para apurar denúncias de abuso sexual contra menores.
As investigações apontam indícios de conduta predatória desde 2010, quando o suspeito ainda era seminarista. As vítimas seriam adolescentes em situação de vulnerabilidade social, além de jovens vinculados a atividades religiosas, supostamente aliciados por meio de ofertas de dinheiro, presentes, viagens e convites para pernoitar na casa do investigado.
O suspeito exercia a função de pároco em uma igreja católica da região até o dia 14 de agosto de 2025, quando foi afastado de suas funções após surgimento das primeiras evidências. Além das denúncias de abuso, a investigação também apura possíveis irregularidades na gestão financeira da paróquia, prática ilegal da medicina por meio de terapias alternativas em consultório próprio e histórico de reincidência — incluindo uma tentativa de abuso contra um seminarista, registrada em 2010.
Até o momento, 11 pessoas foram ouvidas durante a investigação, sendo três delas vítimas já identificadas — uma menor de idade à época dos fatos e duas maiores de idade. Os mandados foram cumpridos na residência do investigado e em sua clínica.
As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar novas vítimas e esclarecer todos os fatos.
A PCPR reforça a importância de que eventuais vítimas ou testemunhas entrem em contato com a instituição

