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Promover inclusão social por meio da música clássica era o sonho do produtor cultural e mestre em atividades culturais e artísticas Igor Cayres. Com vivências pessoais e profissionais com cadeirantes no passado, em 2022 ele conseguiu captar patrocinadores, encontrar profissionais habilitados, selecionar e capacitar uma orquestra de mais de 30 pessoas e estrear a OPESP – a primeira orquestra parassinfônica de São Paulo – em nenhum lugar menos que a Sala São Paulo, mesmo palco por onde passam gigantes da música mundial. O esforço gigantesco valeu a pena. No mesmo ano o projeto conquistou o Prêmio Governo do Estado de São Paulo para as Artes 2022 na categoria Inclusão, Diversidade e Acesso à Cultura e ganhou novo fôlego para seguir seu caminho, que agora prevê sete apresentações no eixo Rio – São Paulo e vislumbra sonhos ainda maiores para 2024. Após processo de crescimento e amadurecimento do projeto como um todo, a orquestra atualmente conta com 45 músicos, dentre pessoas com e sem deficiência, e naipes de trompete, trompa, tímpano, flauta, contrabaixo, viola, violoncelo, violino, oboé, clarinete, fagote e trombones. Com bolsa de estudos e intenso calendário de ensaios sob coordenação pedagógica de Aída Machado, Mestre em Música pelo Departamento de Música da Universidade de São Paulo, os músicos sobem aos palcos a partir de julho, sob regência do maestro Marcos Arakaki, renomado por dirigir importantes orquestras nacionais e estrangeiras. A agenda de apresentações, incluindo a participação especial da soprano Caroline Brito, conta com passagem pelas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, além de Ribeirão Preto, Tatuí, Campinas, Botucatu e Santos. Jornada de sucesso O levantamento mais recente do IBGE aponta que 8,4% da população brasileira acima de dois anos, o que representa 17,3 milhões de pessoas, têm algum tipo de deficiência. A pesquisa detalha que 7,8 milhões, ou 3,8% da população acima de dois anos, apresenta deficiência física nos membros inferiores, enquanto 2,7% das pessoas tem nos membros superiores. Além disso, 3,4% dos brasileiros possuem deficiência visual; 1,1%, deficiência auditiva. No contraponto, a representatividade das pessoas com deficiência no universo da música, em especial da música clássica, ainda é irrisória. “A grande maioria dos músicos da OPESP vivenciou pela primeira vez na vida a experiência da rotina de uma orquestra sinfônica. Dadas todas as dificuldades impostas sobre as pessoas com deficiência, para eles chegava a ser difícil até mesmo encontrar escolas de música para estudar. Hoje serem protagonistas da OPESP e terem contato com um corpo técnico deste nível, é extremamente recompensador”, detalha Igor. Repertório Com aumento no número de naipes e uma série de aprimoramentos desde sua criação, a OPESP segue cada vez mais profissional, incluindo no repertório grandes compositores clássicos, como Mozart, Tchaikovsky e Schubert. OPESP | Programa 2023 Amaral Vieira Entrada Festiva, Op. 135 Wolfgang Amadeus Mozart A Flauta Mágica, K.620 • Abertura Pyotr I. Tchaikovsky Andante cantabile Camila Moraes Pereira, trompa Alexandre Guerra Paisagens Brasileiras • Planalto Central • Amazônia Camille Saint-Saëns Introduction et rondo capriccioso, Op 28 Carlos de Paula Ribeiro, violino Giacomo Puccini Gianni Schichi – “O mio babbino caro” * Franz Schubert Ave Maria Caroline Brito, soprano* Georges Bizet L’Arlésienne Suite n. 2 I. Pastoral II. Intermezzo III. Minueto IV. Farandole Oscar Lorenzo Fernández Batuque Sobre a OPESP A Orquestra Parassinfônica de São Paulo é uma realização da Associação Orquestra Parassinfônica do Estado de São Paulo – OPESP, apresentada pela Shell, Instituto Cultural Vale e Ministério da Cultura, com apoio do Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, com patrocínio da Astrazeneca, Syngenta, Raia Drogasil, Unigel, Banco Bradesco SA, Liberty Seguros e Banco Sofisa. Prestes a completar 110 anos no país, a Shell é uma empresa de energia integrada com participação em Upstream, no Novo Mercado de Gás Natural, Trading, Pesquisa & Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renováveis, com um negócio de comercialização no mercado livre e produtos ambientais, a Shell Energy Brasil. Aqui, a distribuição de combustíveis é gerenciada pela joint-venture Raízen, que recentemente adquiriu também o negócio de lubrificantes da Shell Brasil. A companhia trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia. OPESP – Temporada de concertos 2023 53o Festival de Inverno de Campos do Jordão – Parque Capivari Dia: 08 de julho Horário: 16h Endereço: R. Eng. Diogo José de Carvalho, 1291 – Capivari, Campos do Jordão – SP, 12460-000
Ribeirão Preto – Theatro Pedro II Dia: 29 de julho Horário: 20h Endereço: R. Álvares Cabral, 370 – Centro, Ribeirão Preto – SP, 14010-080 Tatuí – Teatro Procópio Ferreira Dia: 19 de agosto Horário: 20h Endereço: Rua São Bento, 415 – Centro, Tatuí – SP, 18270-820 Campinas – Teatro Municipal José de Castro Mendes Dia: 24 de agosto Horário: 20h Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial, Campinas – SP, 13035-320 Rio de Janeiro – Theatro Municipal do Rio de Janeiro Dia: 28 de agosto Horário: 19h Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20031-050 Botucatu – Teatro Municipal de Botucatu Dia: 16 de setembro Horário: 20h Endereço: Praça Coronel Rafael de Moura Campos, 27 – Centro, Botucatu – SP, 18600-000
São Paulo – Sala São Paulo Dia: 30 de setembro Horário: 21h Endereço: Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, 01218-020
Santos – Teatro Municipal Braz Cubas Dia: 14 de outubro Horário: 20h Endereço: Av. Senador Pinheiro Machado, 48 – Vila Mathias, Santos – SP, 11075-907
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