A morte do empresário artístico Leonardo Netto causou comoção no meio musical e do entretenimento
Leonardo Netto, mais conhecido por Léo, morreu ontem, 29 de outubro de 2026, em decorrência de longa (e também nunca revelada) doença que afetou o empresário e o tirou dos bastidores em 2018, logo no início da turnê que reuniu o grupo Tribalistas em palcos do Brasil e do exterior. Trio que Léo ajudou a arquitetar em 2001, conjuntamente com Marisa, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown.

Artistas como Regina Casé (de quem Léo também foi empresário) e Rodrigo Pitta lamentaram a morte de Leonardo Netto nas redes sociais.
Praticamente um ilustre desconhecido aos olhos do público, exceto pelo círculo de seguidores mais atentos de Marisa Monte, Léo Netto teve atuação decisiva nos bastidores da música brasileira.
Além de ter dirigido alguns shows de Marisa Monte em parceria com a artista e com Cláudio Torres, casos de “Universo particular” (2006 / 2007) e “Verdade, uma ilusão” (2012 / 2013), Léo foi empresário das cantoras Adriana Calcanhotto, Cássia Eller (1962 – 2001) e Rita Lee (1947 – 2023), mas Marisa sempre foi a preferida, a prioridade, a menina dos olhos do empresário pela afinidade que sempre os uniu. Um encampava a ideia do outro e, juntos, pareciam um só.
Carreira
Em 1976, Leonardo Netto foi sócio de Nelson Motta, na criação da pioneira discoteca carioca Frenetic Dancin’ Days, palco onde se formou o irreverente grupo feminino Frenéticas, fenômeno de popularidade na segunda metade da década de 1970.
Ainda nos anos 1970, Léo começou a trabalhar na área do marketing da então recém-criada gravadora Warner e, na companhia fonográfica, logo se tornou um dos pupilos do poderoso chefão André Midani (1932 – 2019).


