J. Borges, artista e poeta pernambucano, morre aos 88 anos
Xilogravurista e cordelista pernambucano J. Borges
Morre um dos maiores xilogravuristas do Brasil. J. Borges, além de se dedicar a xilogravura foi poeta e cordelusta. O pernambucano morreu na manhã desta sexta-feira, 26, aos 88 anos, em Bezerros, no Agreste de Pernambuco, onde ele nasceu e viveu toda sua vida. A informação foi confirmada pelo filho do artista, Pablo.
Segundo familiares, o pernambucano foi internado há duas semanas por problemas no pulmão e coração, mas recebeu alta e morreu em casa, por volta das 6h.
O velório do artista começou as 13h no Centro de Artesanato, que fica localizado no município de Bezerros. O enterro acontece às 15h deste sábado (27), no Cemitério Parques dos Eucaliptos, no bairro Santo Amaro, também na cidade.
Conhecido como mestre da arte popular brasileira, ele só frequentou a escola por um ano. Aprendeu a ler, escrever e fazer contas. Na juventude, foi carpinteiro e pedreiro, até descobrir a literatura de cordel. Há 60 anos, virou escritor.
Suas obras narram a saga nordestina, a sêca, a relugiosidade e estão espalhadas no mundo.
A imagem da igrejinha foi a primeira xilogravura produzida por J. Borges – um dos grandes mestres dessa arte -, primeiro esculpida em madeira e depois impressa no papel.
“Eu, quando inicio um cordel para escrever ou uma gravura para fazer, eu penso logo se vai tocar no sentimento do povo”, contou o artista em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo.
“É uma das pessoas que ajudou a moldar uma ideia visual sobre o Nordeste e sobre a xilogravura brasileira”, afirma Lucas Vandebeuque, curador da exposição.
Além disso, tem obras expostas no Museu do Louvre, na França, e já expôs em países como Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Itália, Venezuela e Cuba.
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