Telaviv, capital de Israel em chamas
As Forças Armadas do Irã retaliaram na tarde desta sexta-feira, 13 de maio, os bombardeios israelenses contra seu programa nuclear com a disparada de centenas de mísseis balísticos contra Israel.
Ao menos alguns desses mísseis foram interceptados pelo sistema de defesa aérea israelense e um deles foi destruído enquanto sobrevoava a cidade sagrada de Jerusalém. Outros, no entanto, chegaram a atingir os arredores de Tel-Aviv.
Segundo o Exército israelense, pelo menos sete locais da maior cidade israelense foram atingidos pelo ataque com mísseis iranianos. O Exército também orientou a população a entrar nas áreas protegidas e permanecer lá até novo aviso.
Mais cedo, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu disse que esperava um contra-ataque iraniano. Netanyahu disse: “Eu lhes digo que haverá. Atingimos uma parte considerável da liderança militar iraniana e dos cientistas nucleares que lideram seu programa nuclear. Isso foi uma surpresa para eles”, disse em comunicado.
O regime iraniano confirmou o ataque. “Há poucos instantes, com o lançamento de centenas de mísseis balísticos diversos em direção aos territórios ocupados, teve início a operação de resposta decisiva ao ataque selvagem do regime sionista”, disse à agência estatal Irna em comunicado.
Mais cedo, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que a resposta do Irã será dura e o destino de Israel, doloroso e amargo, após os bombardeios contra alvos militares e nucleares persas.
“À grande nação iraniana, o regime sionista cometeu com sua mão maligna e sangrenta um crime em nosso querido país e revelou ainda mais sua natureza perversa ao atacar áreas residenciais. Eles devem esperar uma resposta dura”, disse o aiatolá.

Capital do Irã, Teerã foi alvo do ataque israelense
O ataque de Israel contra o Irã
Autoridades israelenses que confirmaram a realização dos ataques contra o Irã disseram que a ação foi de caráter “preventivo”, embora não houvesse indicação imediata de que Teerã planejava atacar. Os bombardeios atingiram dezenas de locais em todo o Irã, visando o programa nuclear e suas capacidades de mísseis de longo alcance, de acordo com um oficial militar israelense e uma fonte militar israelense ouvidos pela CNN.
Fumaça sobe após uma explosão em Teerã, no Irã Foto: Vahid Salemi
O que aconteceu?
O governo de Israel atacou na madrugada de sexta-feira (13) o Irã sob o pretexto falacioso de inviabilizar o programa nuclear do país. A ação destruiu infraestruturas e matou líderes militares e cientistas iranianos. Com a iniciativa, elogiada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o governo de Benjamin Netanyahu acentua a escalada bélica no Oriente Médio e põe o mundo em alerta.
Fumaça e fogo saem do local de um suposto ataque israelense no sul de Teerã em 13 de junho de 2025 Foto: Atta Kenare/ATTA KENARE
Os iranianos negam enfaticamente o uso de tecnologia atômica para fins militares. O enriquecimento de material nuclear destina-se à produção de energia, afirma Teerã.
Novos militares já estão sendo nomeados para os postos dos que foram mortos, com a indicação de que organizarão uma contraofensiva.
Ataques
O bombardeio iniciado pelas Forças Armadas de Israel alvejou lideranças militares e oficiais da Guarda Revolucionária do Irã, mas civis também foram vítimas. O país persa confirmou a morte do comandante-chefe da guarda, general Hossein Salami; do comandante da Força Aeroespacial, general Amir Ali Hajizadeh; do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Mohammad Bagheri; e do comandante do quartel-general central de Khatam al-Anbia, major-general Gholam Ali Rashid.
Cientistas iranianos nucleares morreram
De acordo com a agência internacional Reuters, pelo menos seis cientistas nucleares seniores foram mortos: Fereydoun Abbasi-Davani (ex-chefe da Organização de Energia Atômica do Irã e ex-membro do parlamento do país), Mohammad Mehdi Tehranchi (chefe da Universidade Islâmica Azad), Abdolhamid Manouchehr, Ahmad Reza Zolfaghari, Amirhossein Feghi e Motalibizadeh.
A ação militar é chamada de Operação Leão Ascendente por Israel, que afirmou ter utilizado 200 aeronaves militares para atingir cerca de cem alvos em todo o Irã.
Repercussão internacional
Ainda nesta sexta , o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) deverá se reunir para debater o conflito iniciado por Israel. O pedido veio das autoridades de Teerã, que pedem uma condenação pública dos atos, além de uma “ação decisiva” contra os atos “criminosos”.
Em nota, o governo brasileiro, pelo Itamaraty, condenou a ação do governo Netanyahu e diz que os ataques “ameaçam mergulhar toda a região em conflito”, representando um “elevado risco para a paz”.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, , disse ao Wall Street Journal que Washington tinha conhecimento prévio do ataque de Israel ao Irã e chamou a operação militar de “um ataque muito bem-sucedido, para dizer o mínimo”. Escalando o tom contra o Irã nesta sexta-feira, o líder americano afirmou que os ataques israelenses contra alvos no país “ainda vão piorar”, caso o governo iraniano não aceite um novo acordo nuclear. De acordo com uma autoridade israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve falar ainda hoje com Trump.

