Education & Women in Tech Forum reforçou o papel da formação de talentos, com destaque para os programas 5.000 Mulheres para a Tecnologia Brasileira e o Huawei ICT Academy, que conta com mais de 270 instituições parceiras e 60 mil estudantes no Brasil
A Huawei Brasil realizou esta semana, em Brasília, o Education & Women in Tech Forum, evento que reuniu autoridades do governo federal, reguladores, representantes do setor produtivo, academia e estudantes para discutir os próximos passos da educação conectada no país, a formação de talentos em tecnologias da informação e comunicação (TICs), a preparação para a era da inteligência artificial e a ampliação da presença feminina no ecossistema de tecnologia. Os convidados foram recebidos por Yi Xiang, diretor do Conselho da Huawei Brasil, e Fred Xu, presidente de Relações Institucionais da companhia.
Ao longo da programação, o fórum reforçou a importância da articulação entre poder público, universidades e iniciativa privada para enfrentar dois desafios centrais ao desenvolvimento digital do Brasil: a qualificação de mão de obra para a nova economia e a construção de um ambiente mais inclusivo, com mais mulheres participando das decisões, da formulação de políticas e da liderança tecnológica.
A agenda também incluiu a premiação Women in Tech, voltada ao reconhecimento de mulheres que vêm contribuindo para o avanço da inovação, da regulação, das políticas públicas e da transformação digital no país, além da celebração de instituições e estudantes brasileiros participantes da Huawei ICT Competition, competição global de tecnologia promovida no âmbito da Huawei ICT Academy.
Na cerimônia de abertura, Elisa Leonel, secretária de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), afirmou que iniciativas como o fórum conectam a agenda do governo à diversidade, à transformação digital e à conectividade com inclusão. Segundo ela, “não existe dicotomia entre atuação estatal e atuação empresarial”; ao contrário, “essas estratégias se complementam” na construção de um país “mais sustentável, inclusivo e desenvolvido”.
Hermano Tercius, secretário Nacional de Telecomunicações e representante do Ministério das Comunicações também esteve presente no evento e destacou que o debate sobre transformação digital não se resume somente à infraestrutura, mas passa pela formação de quem vai liderar a próxima etapa do desenvolvimento tecnológico do país. Em sua fala, afirmou que “a conectividade é a ferramenta, mas o objetivo é pavimentar o caminho dos líderes de amanhã” e ressaltou que o avanço da inteligência artificial e das novas redes exige ampliar a presença feminina desde a base educacional até os espaços de liderança.
O secretário também associou essa agenda ao esforço nacional de conectividade educacional. Segundo ele, o Brasil já alcançou a marca de 99 mil escolas públicas conectadas, superando 72% das escolas do país, em uma política que, em suas palavras, representa hoje “o maior programa do Brasil em equalização de oportunidades”. Para Hermano, garantir acesso à conectividade com uso pedagógico é condição para que estudantes de diferentes regiões possam desenvolver competências em ciência de dados, tecnologia e inovação.
O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, também reforçou que fortalecer a presença das mulheres na tecnologia e no empreendedorismo é parte da estratégia de desenvolvimento produtivo do país. Para ele, “iniciativas como o fórum ajudam a dar visibilidade ao papel das mulheres na construção da educação, da tecnologia e do desenvolvimento brasileiro, além de estimularem novas trajetórias profissionais e de liderança”.
Já Christian Tadeu, presidente da Softex, enfatizou que o futuro digital do Brasil depende da inclusão de talentos, territórios e perspectivas. Em sua participação, afirmou que ampliar a presença feminina na tecnologia é uma agenda estratégica para o país e defendeu a continuidade de políticas e iniciativas capazes de transformar reconhecimento em oportunidades concretas de formação, inovação e inserção profissional.
A embaixatriz da China no Brasil, Zhou Yongmei, também destacou a importância da cooperação entre Brasil e China para promover a inclusão digital e a formação de talentos femininos no setor. Para ela, a revolução tecnológica e a transformação industrial em curso exigem ampliar a participação das mulheres no desenvolvimento digital e afirmou que essa cooperação pode contribuir para um futuro “mais aberto, justo e inclusivo”.
Entre as homenageadas, as falas reforçaram que o aumento da presença feminina na tecnologia e na infraestrutura digital também significa a ampliação da capacidade de transformação do país. Para Gesiléa Teles, superintendente de Fiscalização da Anatel e primeira mulher a ocupar este cargo, esse avanço é “um símbolo de que nós, mulheres, estamos ocupando os espaços de decisão e regulação do nosso país”. Ela também reforçou a importância de que mais mulheres ocupem posições de liderança e ampliem a representatividade em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país.
O evento promovido pela Huawei reforça dois compromissos de longo prazo da companhia no Brasil: o desenvolvimento de talentos em TICs, por meio da Huawei ICT Academy e da ICT Competition, e a promoção de mais oportunidades para mulheres por meio de iniciativas como o Women in Tech e o programa 5.000 Mulheres para a Tecnologia Brasileira, lançado em 2024 em parceria com o Ministério da Educação (MEC).
Para a diretora de Relações Públicas da Huawei Brasil, Cintia Lima, o fórum é a continuidade de uma agenda estruturada de inclusão e desenvolvimento. Segundo ela, o Women in Tech integra a estratégia de equidade da companhia no país e busca impulsionar carreiras, fortalecer a presença de mulheres no ecossistema de TICs e ampliar o impacto social da tecnologia, especialmente por meio de iniciativas de capacitação voltadas a mulheres em situação de vulnerabilidade.
Evandro Zampieri, diretor sênior de Assuntos Públicos e Ambiente de Negócios da Huawei Brasil, aposta na formação de talentos como um dos temas mais estratégicos para o futuro do Brasil. Segundo ele, a Huawei ICT Academy e a ICT Competition ajudam a conectar universidades, professores e estudantes às demandas concretas da economia digital, fortalecendo a capacitação técnica e ampliando as oportunidades para que mais brasileiros participem de um mercado cada vez mais orientado por conectividade, nuvem, dados e inteligência artificial. No Brasil, os resultados já refletem esse alcance: são mais de 270 instituições parceiras, 60 mil estudantes capacitados e 1.500 professores formados.
Ao reunir governo, setor produtivo, universidades e lideranças femininas em torno de uma agenda comum, o Education & Women in Tech Forum buscou consolidar a visão de que inclusão digital, formação de talentos e diversidade são dimensões complementares de uma mesma estratégia: preparar o Brasil para avançar de forma competitiva, soberana e socialmente inclusiva na economia digital.
Sobre a Huawei
A Huawei é líder global de infraestrutura para Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e dispositivos inteligentes, e uma das marcas mais valiosas do mundo, de acordo com a Forbes. A companhia tem como visão enriquecer a vida das pessoas por meio das tecnologias digitais e é dedicada à inovação centrada no cliente. A Huawei possui quatro unidades de negócios no Brasil: o grupo dedicado às operadoras, que oferece equipamentos e infraestrutura de telecomunicações; a área que atende às necessidades do mercado corporativo, fornecendo soluções e infraestrutura em TIC; a Huawei Cloud, com os serviços de nuvem pública e híbrida e soluções para dar escala aos negócios com estabilidade e segurança; e a Huawei Digital Power, com soluções inteligentes voltadas para geração, distribuição e armazenamento de energia fotovoltaica. A empresa também desenvolve projetos na área de soluções automotivas inteligentes e dispositivos para o consumidor final, como smartwatches, roteadores, smartphones e outros. Com aproximadamente 207 mil funcionários em todo o mundo, a companhia atende a mais de três bilhões de pessoas ao redor do mundo. A Huawei também acredita que a digitalização é o caminho para um mundo mais sustentável e uma economia zero carbono, baseada em fontes renováveis de energia. A Huawei é uma das empresas que mais investe em pesquisa no mundo. É por isso que se tornou uma das maiores detentoras de patentes do globo. Na nova era digital, a indústria de TIC exige ainda mais investimento em pesquisa e desenvolvimento, e a Huawei continuará desempenhando seu papel principal na inovação para construir um mundo totalmente conectado e inteligente. Há 27 anos no país, a Huawei está no Brasil para o Brasil e quer se tornar cada vez mais uma importante parceira na transformação digital e na contribuição com tecnologias sustentáveis para a sociedade brasileira. Além de líder no mercado nacional de banda larga fixa e móvel por meio das parcerias estabelecidas com as principais operadoras de telecomunicações, a Huawei tem um perfil integrado, com soluções para os setores público, privado, financeiro, transporte, mineração e energia, entre outros. A empresa possui escritórios nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Recife, além de um Centro de Distribuição em Sorocaba (SP) e duas unidades fabris, em Jundiaí (SP) e em Manaus (AM). Trabalha em parceria com brasileiros, impulsionando a inovação e ajudando a desenvolver novos talentos locais para o setor de telecomunicações. Nos últimos 10 anos, treinou mais de 40 mil profissionais em todo o Brasil.
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