Um homem chegou aturando em um local turístico no México, as Pirâmides Tetihuacán, na segunda-feira, 20 de abril. O atentado teria sido planejado. Uma mulher canadense morreu e 13 pessoas foram feridas. No vídeo divulgado nas redes sociais, a vítima tentou descer as escadas da pirâmide correndo, mas é atingida fatalmente.

Corpo da canadense é carregado pelos socorristas
Vários reféns tiravam fotos e admiravam a vista no limite permitido de subida na Pirâmide da Lua, uma das duas maiores que há no local, quando ouviram os primeiros disparos. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram cenas do ataque de diversos ângulos. Nelas, é possível ver e ouvir um casal de brasileiros sendo diretamente ameaçado pelo atirador durante o incidente.

O casal de cariocas Henrique Reis e Marina Beta curtia o último dia de férias quando foi surpreendido pelo ataque e acabou sendo feito refém pelo atirador.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou nesta terça-feira, 21, que uma brasileira estava entre as vítimas.
Segundo o Itamaraty, a jovem de 13 anos já teve alta hospitalar e está com a família. Ela não teve a identidade revelada.
Na noite da terça, o ministério confirmou que havia outra brasileira entre as vítimas. Ela foi encaminhada para um hospital da região.
Outro casal de brasileiro viveu momentos de terror. Reis relatou que ele e a namorada tiravam fotos no limite permitido de subida na Pirâmide da Lua, uma das duas maiores que há no local, quando ouviram os primeiros disparos. Apesar do barulho, os dois não chegaram a se assustar, contou o rapaz. Como o local é conhecido por ter uma acústica especial, “é comum que haja barulhos o tempo todo”, principalmente de guias e turistas fazendo experimentações com as características peculiares do sítio arqueológico.
Henrique Reis e Marina Beta curtia o último dia de férias quando foi surpreendido pelo ataque e acabou sendo feito refém pelo atirador.
Canadense também foi ferido
O Ministério das Relações Exteriores do Canadá confirmou que, além da vítima fatal, um dos turistas feridos é canadense. Eles faziam uma visita à região, um dos principais sítios arqueológicos e turísticos nos arredores da Cidade do México.
O procurador-geral de Justiça do Estado do México, José Luis Cervantes Martínez, afirmou que a ação “não foi espontânea”. “[O autor dos disparos] visitou a zona arqueológica, se hospedou e, a partir daí, planejou e executou a aproximação.”
“O agressor planejou e executou sua ação de forma solitária e não há absolutamente nenhum indício até o momento que permita estabelecer colaboração externa ou participação de outros atores”, acrescentou.
Segundo o Gabinete de Segurança do México, o autor dos disparos tirou a própria vida após o ataque. O órgão também informou, no dia do ocorrido, que os feridos estão recebendo atendimento médico.
Agressor era mexicano e tinha 27 anos
O autor do ataque tinha 27 anos e era nascido em Tlapa de Comonfort, cidade do estado de Guerrero, no México, segundo autoridades do país. Além da arma de fogo, foi encontrada em sua mochila uma arma branca.
“Havia 52 cartuchos úteis de calibre .38 especial em uma sacola plástica”, afirmou o procurador-geral José Luis Cervantes Martínez.
“Ele carregava também uma credencial do INE [equivalente ao RG no Brasil], um celular analógico, passagens de ônibus, mochila tática, literatura, imagens e manuscritos supostamente relacionados a eventos violentos que se acredita terem ocorrido nos Estados Unidos em abril de 1999”, acrescentou.
Vídeos e fotos publicadas por veículos locais mostram um homem no topo de uma pirâmide, enquanto os turistas tentavam procurar lugares cobertos para se proteger dos disparos.
Sob condição de anonimato, uma guia turística disse à Associated Press que estava descendo das pirâmides por volta das 11h30 (horário local) quando o indivíduo começou a atirar. Com o susto, muitas pessoas tropeçaram e caíram das escadas. A profissional relatou ter ouvido cerca de 30 disparos.
“Quando ele viu que estávamos descendo, ele começou a atirar em nossa direção. Os tiros eram direcionados para o ar e contra nós”, relatou a guia

