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Arterite de Takayasu: você conhece essa vasculite crônica?

 

A Arterite de Takayasu (AT) é uma doença rara, que tem sido objeto de estudo e dedicação por parte de profissionais da saúde. É um tipo de vasculite, caracterizada pela inflamação dos vasos sanguíneos, que afeta cronicamente a maior artéria do corpo humano, a aorta, e seus ramos primários. Com o tempo, essa inflamação pode levar à diminuição do calibre das artérias e, em casos mais severos, resultar no fechamento completo desses vasos.

O reumatologista da Novaclin, Dr. Alexandre Ibrahim Uehbe, ressalta que essa é uma doença de causa desconhecida, o que torna seu diagnóstico e tratamento desafiadores. “A compreensão dos mecanismos que desencadeiam essa vasculite é um campo em constante evolução. A colaboração entre médicos, pesquisadores e sociedades médicas é crucial para avançarmos no entendimento e manejo dessa condição complexa”, destaca.

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a AT não faz distinção de gênero, afetando pessoas de ambos os sexos, embora seja mais comum em mulheres, representando de 80 a 90% dos casos, e se manifesta entre os 10 e 40 anos de idade, persistindo por vários anos. Contudo, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, dada a natureza lenta e gradual das alterações características dessa inflamação. Dr. Alexandre explica também que os sintomas iniciais são gerais e pouco específicos, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. “Fadiga, perda de peso e febre são comuns nas fases iniciais. À medida que a doença progride, pode surgir uma dor nas extremidades desencadeada pelo esforço, o que torna-se um sinal distintivo, indicando a diminuição do suprimento de oxigênio devido ao estreitamento das artérias “, explica.

O reconhecimento precoce dos sintomas e a busca por avaliação médica são fundamentais para iniciar o tratamento adequado e melhorar os resultados a longo prazo para os pacientes. A AT continua sendo um desafio médico, mas as perspectivas futuras são otimistas, por isso, o Dr. Alexandre destaca a importância da pesquisa contínua e do compartilhamento de conhecimentos para avançar no tratamento e compreensão dessa condição complexa.

“A Arterite de Takayasu exige uma abordagem multidisciplinar e colaborativa, envolvendo profissionais de saúde, pesquisadores e sociedades médicas, para melhorar o diagnóstico, tratamento e qualidade de vida dos pacientes afetados por essa vasculite crônica” , conclui.

Dr. Alexandre Ibrahim Uehbe é reumatologista na clínica Novaclin – Salvador, pertencente ao Grupo CITA (Centros Integrados de Terapia Assistida), referência em tratamentos de doenças autoimunes no Brasil e está disponível para entrevistas sobre “Arterite de Takayasu”.

POR: Rita Moraes
Publicado em 26/01/2024