Brasil tem terceira menor média de compras de roupas por ano, atrás só do Japão e Singapura
Percentual de doação de roupas para amigos e família é maior entre os brasileiros, aponta estudo da SHEIN com mais de 15 mil clientes de 21 países
A SHEIN, varejista global online de moda e lifestyle, divulgou hoje os resultados do seu Estudo Global de Circularidade 2025, trazendo dados sobre como consumidores SHEIN relatam comprar, usar e gerenciar as roupas ao longo de seu ciclo de vida.

Realizada entre novembro e dezembro de 2025, a pesquisa entrevistou 15.461 consumidores SHEIN, de 18 a 44 anos, em 21 mercados das Américas, Ásia-Pacífico, Europa, Oriente Médio e África. O estudo examina o comportamento do consumidor em todas as etapas do ciclo de vida das roupas – da decisão de compra até o uso, cuidado e gestão ao final da vida útil –, trazendo dados concretos sobre como consumidores de diferentes mercados se relacionam com a moda e com comportamentos que podem aumentar a vida útil das roupas.

Os resultados mostram que práticas normalmente associadas à moda circular – como uso repetido, reparos e repasse de roupas – já fazem parte do dia a dia dos consumidores.
Ao mesmo tempo, os dados mostram que decisões sobre roupas tendem a ser guiadas por questões práticas, como preço, ajuste e usabilidade no cotidiano. “Esses achados reforçam a importância de criar sistemas e iniciativas que incentivem comportamentos capazes de ampliar a vida útil das peças, alinhados à realidade do uso diário das roupas em cada país”, afirma Mustan Lalani, Head Global de Sustentabilidade na SHEIN.

O estudo também identificou que Japão, Brasil e Singapura são os mercados onde mais se relatou sobre compras reduzidas de roupas, uso reiterado das peças e participação em práticas como doação e reparo.
“O estudo traz uma visão de como consumidores compram, usam e cuidam das roupas no dia a dia. Essas descobertas ajudam a SHEIN a avaliar suas próprias iniciativas e contribuem para discussões mais amplas sobre como apoiar práticas como reparo, reutilização e coleta de roupas na prática,” explica Mustan.
Considerações práticas influenciam decisões de compra
Em todos os mercados pesquisados, as decisões de compra são impulsionadas principalmente por fatores práticos: preço acessível, ajuste ao corpo e adequação ao estilo de vida. Ao comprar roupas online, o preço foi o fator mais citado (71,6%), seguido pela disponibilidade de tamanhos (66,7%), identificação com o estilo pessoal (58,1%) e aderência à rotina ou necessidades do dia a dia (53,8%).
De acordo com os dados autodeclarados, 71,1% dos respondentes compraram menos de 30 itens de roupa no último ano, em lojas físicas ou online. No geral, consumidores buscam equilibrar custo, ajuste e utilidade ao decidir as compras.
Uso repetido das roupas é comum
Além dos hábitos de compra, o estudo também investigou como se dá o uso e manutenção das peças. Os respondentes relataram altos índices de uso repetido em categorias como básicos, casacos, calçados e roupas esportivas. Entre 36,2% e 41,1% disseram usar essas peças da SHEIN mais de 50 vezes, enquanto de 16,4% a 19,9% relataram utilizá-las entre 31 e 50 vezes.
Ao decidir por quanto tempo manter uma peça, conforto (88,1%), caimento (82,2%), desgaste aparente (64,4%) e facilidade de cuidado (63,3%) são os fatores de maior peso, mostrando a influência de critérios práticos.
Como os consumidores definem moda circular e sustentável
O estudo também investigou como os consumidores entendem os conceitos de circularidade e sustentabilidade na moda. Para 47,0%, durabilidade e qualidade são os principais atributos, seguidos pelo uso de materiais de menor impacto (37,8%). Menos de 10% associam sustentabilidade a preços mais altos ou menor oferta de estilos.
Esses resultados sugerem que, para os consumidores, sustentabilidade é frequentemente interpretada a partir de características tangíveis do produto, especialmente quanto à durabilidade e facilidade de uso continuado das peças.
Reutilizar é comum; reciclagem enfrenta barreiras práticas
Quando não querem mais uma peça, os consumidores optam — na maioria das vezes — por processos já conhecidos de reutilização. Entre todos os países pesquisados, doar roupas para amigos ou familiares é mais frequente (82,6%), seguida de doações para instituições ou ONGs (69,0%).
O conserto também contribui para estender a vida útil das peças: 61,7% afirmaram já ter feito reparos ou ajustes. Entre quem disse não ter consertado roupas no último ano, 58,3% afirmam que habilidades ou conhecimento os incentivaria.
A participação em sistemas formais de reciclagem é menor: 37,2% disseram ter reciclado roupas no último ano. Entre quem não recicla, os principais incentivos seriam saber como/onde reciclar (43,6%) e ter pontos próximos ou convenientes (40,3%).
Esses resultados sugerem que acesso mais fácil, infraestrutura e informação podem aumentar a participação dos consumidores em atividades que ajudam a prolongar a vida útil das roupas.
Iniciativas devem considerar o uso real das roupas
Considerando todos os dados, o estudo evidencia como aspectos práticos moldam o envolvimento dos consumidores com as roupas ao longo de seu ciclo de vida.
O interesse é maior por iniciativas que permitam participação direta, como revenda pela SHEIN Exchange (43,8%) ou pontos de coleta físicos para doação/reciclagem (43,1%). Já iniciativas informativas, como passaporte digital de produto (15,6%) ou informações ambientais (18,8%), geram menos interesse.
Os dados indicam que as iniciativas tendem a ser mais eficazes quando se alinham às rotinas reais dos consumidores e oferecem meios práticos para reparar, reutilizar ou reciclar roupas.
Para Mustan Lalani, “as percepções reveladas pelo Estudo Global de Circularidade 2025 aprofundam o entendimento da SHEIN sobre a relação do consumidor com as roupas, apoiando o desenvolvimento de ações de impacto alinhadas ao uso real das peças no dia a dia”.
Resultados no Brasil reforçam perfil prático e menor volume de consumo
Os dados do Brasil mostram uma tendência de compras reduzidas de roupas em comparação a outros mercados, e uma forte ênfase nas decisões práticas na moda. Grande parte dos consumidores brasileiros (77,8%) adquiriu menos de 30 itens no período, percentual superado apenas pelo Japão (85,0%) e Singapura (78,7%), indicando um perfil de compra mais contido e sustentável. Apenas 10,7% declararam ter comprado mais de 50 peças nos últimos 12 meses.
Ao escolher roupas, preço, disponibilidade de tamanho e qualidade são as maiores prioridades, cada um citado por mais de 90% dos brasileiros. Essa abordagem pragmática se mantém após a compra: conforto (90,2%) e caimento (86,4%) lideram como motivos para manter as peças, e o uso repetido é recorrente — mais da metade (51,5%) relatou vestir itens básicos da SHEIN ao menos 10 vezes antes de passar adiante.
A cultura de repetição de roupas também é forte no País: 51,5% dos brasileiros dizem usar as roupas compradas na SHEIN mais de 50 vezes antes de repassar, terceiro maior índice, atrás apenas de França e Espanha.
A circulação das roupas é um hábito consolidado: 88,1% dos brasileiros doam para amigos/família — o maior porcentual entre os mercados pesquisados — e 77,4% a instituições. Consertos também são frequentes: 80% disseram já ter feito algum reparo ou ajuste, e muitos indicam que habilidades ou informação poderiam ampliar ainda mais a prática.
Por outro lado, a reciclagem formal de roupas ainda é limitada (20,8%), principalmente por barreiras logísticas e falta de informação sobre onde e como reciclar. Os resultados mostram que práticas circulares já estão inseridas no cotidiano do brasileiro, e que a expansão de infraestrutura e orientações práticas pode impulsionar ainda mais esse impacto positivo.
Leia na íntegra o Estudo Global de Circularidade da SHEIN 2025
Sobre a SHEIN
A SHEIN é uma varejista global online de moda e lifestyle, que oferece peças de produção própria e produtos de uma rede global de fornecedores, todos a preços acessíveis. A SHEIN é comprometida em tornar a beleza da moda acessível a todos a partir de sua metodologia líder de produção sob demanda para uma indústria mais inteligente e pronta para o futuro. Para saber mais sobre a SHEIN, acesse www.sheingroup.com.

