Por falta de fiéis igrejas sendo desativadas e ganhando novas funções, muitas vezes bem diferentes daquelas para as quais foram erguidas.

O motivo principal está na queda do número de fiéis. A Europa é hoje um dos continentes mais seculares do mundo (Um Estado secular é um Estado neutro em relação às crenças religiosas, que não está sujeito a uma religião). Com menos pessoas frequentando os cultos e o alto custo de manutenção de edifícios históricos, muitas igrejas acabaram fechando suas portas. Em vez de ficarem abandonadas, os imóveis são adaptados para novos usos – o que, de certa forma, garante sua preservação arquitetônica.

A Holanda é um dos países que mais vivem esse fenômeno. Em Maastricht, a antiga igreja Dominicanenkerk virou uma livraria premiada, considerada uma das mais bonitas do mundo. Em Amsterdã, a Paradiso deixou de ser templo e hoje é uma das casas de shows mais conhecidas da cidade. Outras igrejas foram transformadas em cafés, restaurantes, bibliotecas e até academias.

Na Bélgica, também há exemplos marcantes. Em Liège, a Igreja de Saint-Antoine de Padoue virou um supermercado. Já em Bruxelas, a Église Sainte-Catherine passou a receber exposições e eventos culturais, mantendo viva sua estrutura centenária.

Na Alemanha, a Sankt Elisabeth, em Berlim, foi convertida em centro de arte e cultura, recebendo concertos e exposições. Já em Kassel, a Sankt Johannis foi adaptada para ser uma biblioteca e espaço comunitário.
No Reino Unido, várias igrejas também tiveram novos destinos. A St. Luke’s Church, em Londres, se tornou sede da London Symphony Orchestra. Já a Union Chapel continua funcionando como templo religioso, mas ao mesmo tempo é um dos palcos musicais mais importantes da capital inglesa.
Mais do que uma mudança religiosa, esse movimento revela a criatividade dos europeus em reaproveitar o patrimônio histórico. Igrejas que poderiam estar abandonadas hoje são livrarias, supermercados, espaços culturais e até academias.
Dados
A Europa é atualmente a região com uma Igreja Católica menos dinâmica, apesar de abrigar quase 22% dos católicos do mundo.
Brasil
Brasil ainda se destaca como o país com o maior número de católicos – 182 milhões – ou 13% dos católicos no mundo.

