Suspeito teria cometido chacina em Manaus após pastor se recusar a entregar dinheiro de dízimo
Um pedido de dinheiro arrecadado por meio do dízimo de igreja seria o motivo da chacina que deixou três pessoas mortas e uma ferida na manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, dentro de uma casa no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus. O crime chocou a cidade.

As vítimas atacadas com golpes de martelo eram da mesma família e foram identificadas como o pastor Francisco das Chagas Moraes Santos, de 67 anos; a filha dele Isabella Coelho Moraes, de 29; e o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos. Dilma Cilene Lima Sampaio, de 53 anos, sobreviveu ao ataque mas está internada.
Suspeito preso
Ezenilson Silva, foi preso na noite de hoje como principal suspeito do crime. Conforme informações preliminares da investigação o homem teria solicitado o dinheiro a Francisco para pagar dívida com agiota, mas recebeu uma resposta negativa. A recusa teria provocado uma discussão e antecedido o ataque contra a família. Ele era ex-sogro de Francisco, uma das vitimas
“Ele já falou pra gente toda a dinâmica ali do crime, mas o que levou, de fato, a esta tragédia é que uma das vítimas era genro, ex-genro dele. E essa pessoa, que era um pastor, o ajudava financeiramente. Neste dia, ele foi lá novamente pedir dinheiro, porque ele estava devendo R$ 16 mil para agiotas. E chegando lá, esse pastor teve um desentendimento, porque não quis lhe dar mais dinheiro. E, segundo ele, ele perdeu a cabeça e matou esse pastor dentro do seu próprio quarto“, disse o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

