Acontece nesta terça-feira,11, o júri popular do caso Patrícia Amieiro. A engenheira tinha 28 anos e desapareceu em junho de 2008. O carro dela teria sido atingido por tiros de PMs. A jovem voltava de uma festa no Morro da Urca. O julgamento, que aconteceria em 20 de junho de 2024, foi adiado para este mês a pedido da defesa dos 4 policiais. Dois serão julgados por tentativa de homicídio e outros dois por fraude processual. Uma nova testemunha do caso prestou depoimento ao Ministério Público em 2020 e deu informações substanciais para o caso. Ainda se discute se a fala pode ou não ser utilizada no tribunal.

De acordo com o especialista em Direito Penal, Leonardo Pantaleão, “a juntada de um documento desses é admissível, mas a sua utilização certamente gerará grande discussão, uma vez que, em tese, viola o princípio do contraditório e ampla defesa”.
Os réus são os policiais militares Marcos Paulo Nogueira Maranhão e William Luís Nascimento, que vão responder por tentativa de homicídio, e Fábio Silveira Santana e Marcos Oliveira, que passarão por um novo julgamento por fraude processual.
Relembre o caso
No dia 14 de junho de 2008, a engenheira Patrícia Amieiro foi vista com vida pela última vez. Segundo a denúncia, ela foi morta, aos 24 anos, na Barra da Tijuca, quando voltava de uma festa na Zona Sul do Rio e teve seu carro atingido por tiros de policiais.
Segundo as investigações, quatro policiais militares se envolveram com o crime. O corpo de Patrícia nunca foi encontrado.
Segundo a polícia, Patrícia perdeu o controle do veículo após os tiros e colidiu em dois postes e uma mureta. Na época, o carro foi encontrado na beira do Canal de Marapendi, na Barra da Tijuca, com o vidro traseiro quebrado e o porta-malas aberto.
Para o Ministério Público, o corpo foi retirado do veículo e o carro jogado no canal pelos policiais envolvidos na ocorrência para impedir que o homicídio fosse descoberto.
Fonte: Leonardo Pantaleão – especialista em Direito e Processo Penal, mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC/SP.

