Na manhã de hoje, na Blue Zone, na COP30, representantes da campanha da Oxfam Internacional Make Rich Polluters Pay entregaram petição com mais de um milhão de assinaturaspara a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com o pleito de que os mais ricos – principais responsáveis pela crise climática – paguem pelos danos climáticos, em direção a uma transição energética justa. Os representantes foram a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, e os ativistas Erica Monteiro (Brasil), Grace Mali (Tuvalu), Hilda Nakabuye (Uganda) e Pavel Martiarena (Peru).
A campanha Make Rich Polluters Pay coletou as 1.091.534 assinaturas por meio de ações com ativistas e contribuição de 45 organizações brasileiras. A iniciativa produz relatórios anuais, entre eles “Saque Climático/Climate Plunder”, citado pelo presidente Lula durante discurso na Cúpula de Líderes, dia 6/11, para evidenciar a desigualdade climática.
A campanha defende taxação progressiva do 1% mais rico da população mundial para arrecadar até US$ 9 trilhões a fim de financiar energia renovável e adaptação climática, além de reduzir emissões de gases de efeito estufa.
“Os super-ricos são os principais responsáveis pela crise climática, portanto é uma questão de justiça que paguem por ela. Precisamos que essa pequena elite que mais polui e mais lucra financie a transição e compense os danos que já estão acontecendo nos países mais vulneráveis. A ministra Marina Silva tem sido uma voz fundamental para colocar este debate no centro das negociações”, ressalta Viviana.
“Estar aqui, na COP30, é lutar para que as vozes das comunidades tradicionais, que sempre protegeram os territórios, sejam ouvidas nos espaços de decisão. Entregar esta petição para a ministra Marina Silva é um passo crucial para exigir que os maiores responsáveis pela crise climática assumam sua parte, e que os recursos cheguem de fato a quem mais sofre com as mudanças do clima, como nosso povo quilombola. É sobre garantir justiça para as populações que historicamente são invisibilizadas, mas que estão na linha de frente da proteção socioambiental”, destaca Erica Monteiro, integrante do quilombo Itacoã-Miri, no Pará.

