Gestora especializada venture building (VB) de LegalTechs, ou seja, uma empresa holding de participações em startups com tese em inovação e tecnologia para a área do Direito que cria, valida e acelera diversas startups de Direito simultaneamente, a Aleve LegalTech Ventures espera fechar o ano com 20 startups e uma avaliação total mínima de R$ 400 milhões em seu portfólio, que hoje é de 13 startups e valuation de R$ 200 milhões.
Fundada em março de 2021, a Aleve surgiu para suprir uma lacuna de Tecnologia e Inovação no setor jurídico. A advogada especialista em M&A Priscila Oliveira Spadinger, CEO da Aleve e investidora anjo, explica que a expansão prevista se deve ao retorno antecipado aos investidores: “Em 4 anos de atuação, estamos completando um ciclo que era esperado para acontecer entre 5 e 9 anos de empresa. Nossos investidores colherão em breve os frutos dos seus aportes nas startups que desenvolvemos”.
A Aleve oferece um modelo completo para o desenvolvimento de startups LegalTechs, que une governança, compliance, tecnologia, jurídico estruturado, acesso ao mercado, marketing, captação de fundos (fundraising), além de fusões e aquisições (M&A). O modelo de alto controle oferece aos investidores maior segurança, previsibilidade e participação ativa nos ciclos de crescimento d as startups. O portfólio da Aleve já inclui soluções que utilizam Inteligência Artificial (IA), blockchain, automação e análise preditiva aplicadas ao Direito.
As legaltechs atualmente investidas
- Cria.AI – Redação e revisão automática de petições e documentos jurídicos por IA;
- Dynadok – Geração e gestão de documentos jurídicos de alto volume automatizados;
- ForeLegal – Análise preditiva para estratégia de contencioso e prevenção de litígios;
- Geocracia – Geoinformação aplicada ao Direito e due diligence imobiliária express;
- GRTS Digital – Gestão digital das relações trabalhistas e sindicais;
- IPPBlock – Segurança e autenticidade documental via blockchain;
- JusHub – Plataforma híbrida de matchmaking jurídico (L2L);
- Juridoc – Gestão de contratos em fluxo único;
- JusMapp – Due diligence imobiliária express, certificação e acompanhamento territorial urbano ou rural;;
- NAI – Plataforma de compliance, ESG e gestão de riscos;
- RevisaPrev – Antecipação, concessão e revisões constantes de benefícios previdenciários – aposentadoria;
- Trustt Digital – Tokenização de ativos reais e vendas pela plataforma
- Assembleias Virtuais – Soluções para assembleias, votações e eleições digitais de forma segura e econômica.
Cases
GRTS Digital – A GRTS Digital, startup baiana que revolucionou a gestão de relações trabalhistas e sindicais, acaba de receber R$ 3,4 milhões em um aporte de investidores. O dinheiro vem do Fundo GovTech, gerido pela KPTL e Cedro Capital, e será usado para impulsionar a expansão da empresa, além de lançar uma unidade voltada para escritórios de contabilidade. A plataforma da GRTS Digital usa inteligência artificial para automatizar a gestão de acordos coletivos de trabalho, um processo que, até hoje, era feito manualmente e gerava erros custosos para empresas.
Revisaprev – A RevisaPrev já ajudou mais de 50 mil pessoas em todo o Brasil a conquistarem uma aposentadoria com mais segurança e rapidez. Para garantir acesso ao melhor benefício, a solução da RevisaPrev permite realizar simulações gratuitas e antecipações. Foi desenvolvida dentro da Aleve e já recebeu aportes seed money, follow on Serie A e hoje tem mais de 50 funcionários e valuation considerável de mercado.
Cria.AI – A CRIA.AI, primeira startup legaltech especializada em inteligência artificial para automação de documentos jurídicos, está transformando a rotina de milhares de advogados em todo o país. Desde o lançamento de sua solução SaaS (Software as a Service), em 2023, a empresa tem crescido mês a mês e já atende mais de 20 mil advogados que buscam transformar a elaboração de peças processuais. Com tecnologia própria e foco na personalização de peças processuais, a CRIA.AI acaba de receber um novo aporte estratégico da Preâmbulo Tech, referência nacional em software jurídico. A criaAI agora almeja um valuation de mais de R$100 milhões até no fim deste ano.
O ecossistema de startups no Brasil e no mundo
O cenário das legaltechs no Brasil está em expansão. Segundo a Future Market Insights, o mercado global de legaltechs deve atingir US$ 68,04 bilhões até 2034. No Brasil, o setor também avança rapidamente: desde 2017, o número de empresas associadas à Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) mais do que triplicou.
Globalmente, o venture building também está crescendo. Segundo o Global Startup Ecosystem Report 2023 da Genome, o mundo conta com mais de 150 mil startups ativas, com as venture builders representando de 3 a 5 vezes mais eficiência na criação de startups bem-sucedidas do que os modelos tradicionais de investimento. Ainda segundo o relatório, startups apoiadas por venture builders têm 30% mais chances de alcançar o ajuste produto-mercado (PMF) em menos de 2 anos, especialmente quando operam em nichos com alta complexidade técnica e regulatória, como o setor jurídico.
Priscila analisa esse momento do mercado: “A evolução da IA, que vem democratizando o acesso à tecnologia, tem facilitado a adesão dos profissionais jurídicos às inovações. O crescimento das startups cocriadas pela Aleve reflete esse movimento do setor”. Ela também aponta que o modelo de acesso unificado a dados jurídicos públicos em todo o território nacional torna o país ainda mais atraente para investidores estrangeiros.
“Aqui, um advogado pode consultar processos de qualquer tribunal sem precisar de registros estaduais ou locais adicionais, como acontece nos EUA. Isso permite que o trabalho jurídico brasileiro seja mais integrado, um atrativo enorme para fundos internacionais que enxergam na Aleve um ponto de entrada estratégico”, pontua a CEO.
Por outro lado, as legaltechs ainda representam um mercado com alta desigualdade de gênero. Segundo uma pesquisa global da McKinsey & Company, apenas 16% dos cargos de liderança em tecnologia são ocupados por mulheres. Em startups, o número é ainda mais constrangedor: menos de 10% das fundadoras são mulheres. Outros estudos, como os da Legaltech Hub, da AB2L e da ABA Women of Legal Tech, estimam que, no Brasil, apenas 12% das legaltechstêm mulheres nos cargos de CEOs, CTOs ou fundadoras.
“Isso mesmo: menos de 2 em cada 10 fundadores de legaltech são mulheres. E isso precisa mudar. A tecnologia jurídica tem um impacto profundo na sociedade e no acesso à Justiça, e as mulheres precisam estar à frente dessa transformação. Quero ver mais mulheres fundando, liderando e investindo nesse mercado. É fundamental que a diversidade de olhares e experiências esteja presente na criação das soluções que vão moldar o futuro do Direito”, defende Priscila.
Sobre a Aleve LegalTech Ventures S/A – Fundada em março de 2021, é uma gestora inovadora, especializada em Venture Building de legaltechs. Sua missão é impulsionar a modernização do setor jurídico brasileiro por meio da criação, desenvolvimento e aceleração de startups que integram tecnologia e Direito. Aliando a expertise de mais de 30 anos de seus fundadores, conselheiros e investidores com a força de um ecossistema global de parceiros estratégicos, a Aleve oferece um modelo completo que une governança, compliance, tecnologia, jurídico estruturado, acesso ao mercado, captação de fundos, além de fusões e aquisições (M&A). Saiba mais em: www.alevelegaltech.com.br

