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Sobre o estudo
Long-term efficacy and safety of bictegravir/emtricitabine/
O estudo incluiu 122 crianças e adolescentes de 2 a menos de 18 anos, com peso a partir de 14 kg e carga viral já controlada antes da mudança para B/F/TAF. Os participantes foram acompanhados em 25 centros nos Estados Unidos, África do Sul, Tailândia e Uganda.
A análise apresentada no congresso avaliou a manutenção da supressão viral, a contagem de células CD4, a segurança e os parâmetros de crescimento até a semana 240. O tratamento foi administrado em combinação de dose fixa, em um comprimido uma vez ao dia, com apresentação definida pelo peso.
Principais dados:
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Mensagens-chave dos novos resultados:
Controle viral sustentado: Quase 99% dos participantes com resultados disponíveis na semana 240 mantiveram carga viral abaixo de 50 cópias/mL, após aproximadamente cinco anos de tratamento.
Resultados consistentes entre faixas etárias: A supressão viral foi mantida em 100% dos participantes avaliados nos dois grupos de maior idade e em 94,4% no grupo de menor peso.
Estabilidade das células de defesa: A contagem absoluta e a proporção de células CD4 permaneceram estáveis e dentro das variações fisiológicas esperadas nas três coortes.
Crescimento acompanhado ao longo do tempo: Os indicadores de peso, altura e IMC acompanharam as mudanças esperadas para cada idade, sem impacto negativo observado sobre o crescimento.
O que os resultados significam para o cuidado:
Tratamento que atravessa diferentes fases da vida: Crianças que vivem com HIV podem utilizar terapia antirretroviral por décadas. Por isso, manter o vírus controlado por vários anos é um resultado relevante para o planejamento do cuidado até a adolescência e a vida adulta.
Crescimento é um desfecho clínico central: Na população pediátrica, a avaliação não se limita à carga viral. Peso, altura, IMC e desenvolvimento precisam ser acompanhados continuamente, especialmente durante períodos de rápida mudança corporal.
Menos opções completas do que para adultos: Crianças e adolescentes dispõem de menos combinações de dose fixa em um único comprimido. O estudo avaliou B/F/TAF como tratamento completo, administrado uma vez ao dia e ajustado à faixa de peso.
Segurança observada no longo prazo: Apesar de eventos de saúde terem sido registrados durante o acompanhamento, as interrupções por eventos adversos foram pouco frequentes e os pesquisadores não identificaram novas questões de segurança.
Como interpretar a eficácia: Os participantes já apresentavam carga viral controlada antes de iniciar B/F/TAF. Assim, o estudo demonstra principalmente a manutenção da supressão, e não o início do tratamento em crianças com carga viral detectável.
Relevância para o Brasil
A combinação B/F/TAF foi incorporada ao SUS em 2025 para o tratamento de pessoas vivendo com HIV, conforme os critérios definidos pelo protocolo do Ministério da Saúde. A decisão contempla população pediátrica a partir de 6 anos e com peso de pelo menos 25 kg. Os dados apresentados no AIDS 2026 ampliam a evidência de longo prazo sobre manutenção do controle viral, segurança e crescimento em crianças e adolescentes.
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