
| EUA fora do Acordo de Paris aumenta responsabilidade do Brasil na COP30, diz IPAM
Segunda retirada norte-americana de compromisso global ocorre em contexto diferente, com mais apoio interno, e reforça necessidade de maior ambição
Os EUA estarão fora do Acordo de Paris pela segunda vez, em medida anunciada pela Casa Branca nesta segunda-feira, 20. A data marca a cerimônia de posse do presidente eleito Donald Trump e o retrocesso na política climática do país, em contraste com medidas impulsionadas pelo IRA (Inflation Reduction Act), no governo de Joe Biden.
“Por outro lado, temos que ter esperança. E essa esperança deve se traduzir em muito trabalho. A responsabilidade de trabalhar 100% das emissões recai sobre os demais países, sobre a Europa, China, outros dois grandes emissores junto aos EUA, também países em desenvolvimento, com o Brasil à frente”.
“A boa notícia, no caso do Brasil, é que nossa agenda de combate às mudanças climáticas está relacionada com a redução do desmatamento, e conseguimos diminuir, no ano passado, o desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Em meio a este ambiente de incertezas, o Brasil desponta como uma liderança que está conseguindo, de fato, reduzir as suas emissões. Isso traz para nós a esperança que o Brasil entre com autoridade na COP30 e convoque os países que não aderiram a esse movimento de Trump a seguirem e aumentarem suas ambições para alcançarmos os nossos objetivos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas o mais rápido possível”.
O Acordo de Paris foi assinado por 196 países e completa dez anos em 2025 tendo os EUA como único país a se ausentar do compromisso. A saída ocorre após o ano mais quente já registrado na história, com temperaturas 1,6°C acima da média pré-industrial. |


