
O enterro do policial militar Luca Angerami, foi marcado por revolta e tristeza entre familiares e policiais. O pai Luca Romano Angerami se emocionou nesta terça-feira, 21, ao chegar ao velório do filho em uma casa funerária em Santana, na zona norte de São Paulo. Renzo Amgerami é um policial civil aposentado e disse que saber que o corpo de Luca foi encontrado foi como “uma outra morte”.

Antes do sequestro, PM bebeu com amigo em uma adega
Luca foi sequestrado, torturado e morto pelo tribunal do crime, após ser rendido por dois homens, ao estacionar seu carro em uma boca de fumo, na noite de 14 de abril.

“Além do homicídio houve sequestro, cárcere privado e tortura. Esse policial militar foi submetido ao chamado tribunal do crime”, afirmou Barbeiro em entrevista coletiva na ultima segunda-feira, 20.

Tatuagem no braço ajudou no reconhecimento do corpo. Rosto estava desfigurado.
“São duas mortes. Quando você não tem o corpo existe uma esperança. Eu, com trinta e poucos dias, entendi o que é para muita gente ficar anos atrás de uma pessoa desaparecida. Nessa situação, existe uma esperança, nem que seja de meio por cento. Quando você encontra, como aconteceu ontem com meu filho, a gente fica triste de novo, é uma outra morte”, disse Renzo.

Irmã gêmeo de Luca, Luigi chega ao velório fardado
Luigi Romano Angerami também PM, chegou fardado à cerimônia de despedida do irmão. Eles eram quadrigêmeos, com outras duas irmãs. Luigi estava muito emocionado e não quis falar com a imprensa.
O funeral de Luca Romano Angerami teve início às 10h. Amigos, familiares e policiais militares de diferentes batalhões prestaram homenagens ao soldado. O corpo foi enterrado no Cemitério do Horto, também em Santana.
Entre as autoridades da Polícia Militar que estiveram presentes, o comandante do Policiamento de Choque, Valmor Racorti.
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