Estado reúne indústria, criatividade, varejo e vocação internacional
Quando o assunto é moda brasileira, o eixo Rio-São Paulo costuma ocupar os holofotes. Mas, longe desse circuito tradicional, o Ceará vem consolidando uma posição estratégica na indústria da moda nacional.
O Estado reúne uma cadeia produtiva que vai da indústria têxtil e produção de fibras à confecção, atuando tanto no atacado, quanto no varejo, criando um ecossistema capaz de transformar matéria-prima, conhecimento e criatividade em negócios.
Os números ajudam a dimensionar essa força. Somente em Fortaleza, existem 26.618 CNPJs ativos relacionados à cadeia da moda, segundo levantamento da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SDE), com dados da Receita Federal. São 15.336 empresas de varejo de moda, 9.683 negócios de confecção, 1.010 estabelecimentos ligados à fabricação de produtos têxteis e 589 empresas atacadistas.
O Estado possui indústrias de fiação, tecelagens planas e de malha, confecções, beneficiamento, produção de aviamentos e componentes. Segundo o Governo do Ceará, essa estrutura integrada representa mais de 100 mil postos de trabalho diretos.
Essa diversidade permite que o Ceará seja mais do que um polo de fabricação. É um território onde produção, distribuição, varejo e consumo convivem em uma mesma cadeia, característica importante para uma indústria que precisa responder rapidamente às mudanças de comportamento e às novas demandas do consumidor.
Um Estado preparado para discutir o futuro da moda
É justamente nesse cenário que Fortaleza ganha relevância para sediar o Congresso Internacional Brasil 2026, promovido pela Abit em parceria com a International Textile Manufacturers Federation (ITMF) e a International Apparel Federation (IAF).
A escolha da cidade não acontece por acaso. O Congresso terá como foco temas como inovação, sustentabilidade, tecnologia, novas configurações da indústria, comércio internacional, fibras, comportamento do consumidor e oportunidades de mercado — assuntos que dialogam diretamente com os desafios e as competências já desenvolvidas pelo Ceará.
O novo capítulo da moda cearense
A história da moda no Ceará foi construída por milhares de empresas, trabalhadores, empreendedores e indústrias que transformaram a confecção em uma atividade econômica de grande relevância regional.
Agora, o desafio é dar um novo salto: agregar valor, ampliar a internacionalização, investir em tecnologia, fortalecer marcas, incorporar sustentabilidade e transformar a capacidade produtiva em maior reconhecimento global.
O cenário é favorável. O Estado possui uma cadeia produtiva integrada, mão de obra especializada, polos industriais consolidados, forte mercado atacadista e varejista e experiência crescente no comércio exterior.
Por isso, olhar para o Ceará hoje é olhar para uma das faces mais dinâmicas da transformação da moda brasileira. “E Fortaleza, ao sediar o Congresso Internacional Brasil 2026, terá a oportunidade de apresentar ao mundo não apenas a beleza e a criatividade do Nordeste, mas a capacidade industrial, empresarial e inovadora de uma região que já produz moda em escala e agora quer ampliar sua presença no mercado global”, declara Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

